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Passagem subirá para R$ 4,40 e greve do transporte público é adiada para o dia 14 de janeiro

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Em reunião no MPT, ficou acordado que reajuste na tarifa será de 5%, mas haverá isenção de ISS e subsídio para gratuidades

A greve dos motoristas do transporte coletivo de Campo Grande, que estava marcada para começar nesta sexta-feira (7), foi adiada para o dia 14 de janeiro.

A decisão ocorreu na manhã desta quinta-feira (6), em reunião no Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul (MPTMS).

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STTCU) decidiu pela greve em reivindicação a reajuste de 11,08%, que teria sido prometido pelo Consórcio, mas que foi retirado após a prefeitura limitar o reajuste do passe de ônibus a 5%.

Na manhã de hoje, o presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, insistiu que a passagem seja reajusta no valor da tarifa técnica, de R$ 5,12.

Ja o prefeito da Capital, Marcos Trad (PSD), afirmou que não pode dar reajuste maior do que 5%, mas que se compromete a isentar o Consórcio do Imposto Sobre Serviços (ISS) e subsidiar a passagem dos estudantes da Rede Municipal.

Após uma longa discussão, ficou definido que a tarifa irá ser reajustada nos 5%, chegando ao valor de R$ 4,40, a partir da próxima sexta-feira (14).

Também ficou acordado que a Prefeitura irá zerar o ISS, mas haverá outra reunião para definir o valor do subsídio relacionado as gratuidades.

Segundo o prefeito, uma junta formada entre a Prefeitura, por meio da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), STTCU e Consórcio Guaicurus irá decidir o valor do subsídio.

Serão convidados ainda para o grupo membro do MPT, Ministério Público Estadual e representante da Câmara Municipal.

“Me comprometo a me reunir com a Câmara para decidir uma lei”, disse Marquinhos.

Como não há definição do valor, o sindicato decidiu suspender o movimento grevista por uma semana, até que sejam apresentadas novas propostas.

Caso o valor seja aceito pelo Consórcio Guaicurus e seja em valor suficiente para reajustar o salário dos funcionários, a greve pode ser suspensa.

“Nós queremos resolver o problema. Como nós temos a greve como opção, a gente ia usar de imediato, com essa intermediação do MPT, o Consórcio pediu o prazo de uma semana, então não esta nada descartado, só adiou uma semana. A gente espera que nesse período a gente consiga resolver”, relatou o presidente do sindicato, Demétrio Ferreira de Freitas.

“A greve é uma tragédia para todo mundo, para nós enquanto negócio, para o cidadão, para o prefeito. Eu prefiro acreditar que não vai acontecer, porque é algo tão dramático que acredito que o que foi tratado aqui vai ser cumprido e vai dar tudo certo”, assegurou o diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende.

Via Correio do Estado MS

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