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Obras de drenagem estão abandonadas em avenidas de Campo Grande

[Via Correio do Estado]

Executadas pela metade, as obras para solucionar desmoronamentos na Avenida Prefeito Lúdio Martins Coelho, na região dos bairros União e Caiçara, em Campo Grande, estão paradas. Desde inaugurada, em 2011, a via é mantida apenas com serviços rotineiros de tapa-buraco. A estrutura passou apresentar também problemas de drenagem nos últimos anos. Desde o ano passado, a prefeitura executa manutenção na rede de escoamento de águas pluviais danificadas durante o período de chuvas. No entanto, os serviços estão parados.

Em nota, a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) afirmou que as quatro galerias celulares derrubadas pela força da enxurrada já foram recolocadas, “eliminando o risco  de comprometimento da pista”. No entanto, as calçadas levadas pela água ainda não foram refeitas apresentando risco de assoreamento caso haja novas chuvas fortes. A previsão é de que em 15 dias será refeita a calçada e construída uma parede de concreto para proteção do barranco do rio.

Todo o trabalho é feito por equipes da própria prefeitura ao custo de R$ 150 mil. São necessárias em média de uma a duas semanas de serviço para concluir o trabalho ainda pendente.

A construção da via é um dos alvos das investigações da Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, deflagrada em 2015, para apurar fraudes em obra públicas. A obra custou R$ 21,3 milhões aos cofres públicos. A maior parte dos recursos era proveniente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. O trecho integra o lote do Complexo Lagoa licitado pela Agência Estadual de
Infraestrutura (Agesul).

A empreiteira responsável pela obra foi a Proteco, que pertence ao empresário João Amorim, preso desde o ano passado, justamente por causa dos indícios levantados na operação. Na contratação da obra, a Polícia Federal analisou uma possível fraude em licitação e ainda “sobreposição de serviços”.

Os pagamentos indevidos chegaram a R$ 475.547,69, e os serviços, que o Ministério Público Federal considerou “desnecessários” na construção da via, geraram um prejuízo de R$ 4,4 milhões.

Na época, a licitação foi vencida pelo Consórcio Lagoa, do qual a Proteco fazia parte juntamente com a empreiteira Moviterra, que, logo após ter sido selecionada, abandonou o contrato, deixando a responsabilidade para a Proteco. As investigações apontam manobra para favorecer à empreiteira de João Amorim.

CÓRREGO SEGREDO

Risco de desabamento também é verificado às margens do Córrego Segredo, na Avenida Ernesto Geisel, perto Horto Florestal, no centro de Capital. Mesmo com medida paliativa de contenção das placas de concreto - foi colocada estrutura de ferro para evitar a queda das paredes - o local está parcialmente interditado para os condutores.  Conforme a Sisep, o canal trata-se de uma estrutura antiga e precisa de manutenção.

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