Internacional

Obama defende integração global positiva em discurso na ONU

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu nesta terça-feira, dia 20, durante seu último discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), a integração mundial, a importância da democracia e lembrou os avanços registrados desde que assumiu o Poder, em 2009.

Enquanto o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, defende a construção de um muro na divisa com o México para evitar a entrada de imigrantes ilegais no país, Obama pediu uma integração global positiva. "Uma nação com muros só aprisiona a si mesma. Rejeitar a integração global não é uma resposta", apontou, em uma critica velada ao rival.

Segundo Obama, um paradoxo define o mundo de hoje, onde, apesar de estar menos violento e mais próspero que nunca, as pessoas estão perdendo a fé nas instituições.

Sem mencionar nomes, o presidente norte-americano defendeu que os líderes mundiais avancem com um melhor modelo de cooperação e integração, ou terão que enfrentar um mundo extremamente dividido.

Para ele, os benefícios da integração mundial precisam ser amplamente compartilhados e a economia global trabalhar melhor por toda a população e não apenas para os mais ricos. "Um mundo onde 1% controla tanto da riqueza quanto 99% nunca será estável".

Ainda de acordo com Obama, é preciso rechaçar "qualquer forma de racismo, fundamentalismo e ideias de superioridade racial". "É preciso abraçar a tolerância e o respeito de todos os seres humanos e todas as culturas", apontou. "Devemos reconhecer que as mesmas forças de globalização que nos aproximam também nos expõe a falhas profundas", disse lembrando que, por exemplo, a Internet pode ser usada para o recrutamento de jihadistas.

O líder norte-americano ainda pediu o respeito mútuo entre israelenses e palestinos, criticou os testes nucleares da Coreia do Norte e disse que a Rússia tenta recuperar sua antiga glória "por meio da força".

Sobre a atual crise de imigração, que afeta principalmente a Europa, Obama defende que é preciso abrir os corações e casas para ajudar os refugiados que "precisam desesperadamente" de ajuda, lembrando que os Estados Unidos foi formados por imigrantes.

"Em oito anos conseguimos enormes progressos. O que não teria sido possível se não tivéssemos trabalhado em conjunto", apontou, recordando a saída da crise econômica de 2008, a resolução da crise nuclear com o Irã por via diplomática, além da retomada das relações com Cuba e o fim do conflito com as Farc na Colômbia.

"Nós mostramos que podemos escolher uma história melhor".

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