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“Não tinha como não ver o menino”, diz mototaxista sobre morte em terminal

[Via Correio do Estado]

O mototaxista Adenilson de Matos, de 48 anos, testemunhou o acidente que resultou na morte de Willian Cano Ferreira, 18, na noite do último sábado, no terminal de transporte público General Osório, em Campo Grande. Segundo ele, o jovem não estava tentando entrar no veículo sem pagar, como relatado por algumas pessoas na ocasião. "Ele estava pendurado na porta. Não tinha como o motorista não ver o menino", relatou.

Adenilson disse ao Correio do Estado que, naquela noite, estava de moto parado no semáforo na Avenida Mascarenhas de Moraes, em frente ao terminal, quando ouviu barulho vindo do ônibus e percebeu o jovem pendurado na porta, pedindo para que o motorista parasse. Em seguida, voltou a olhar para a rua, mas ouviu outro barulho vindo da direção do ônibus e, ao olhar novamente, viu que o rapaz caiu e foi atropelado.

"Eu fui a primeira pessoa que viu o rapaz. Fui falar com o motorista e disse 'cara, você matou o rapaz'", afirmou o mototaxista, alegando que o condutor do ônibus, demonstrando nervosismo, deu respostas desconexas. Adenilson informou ainda que o motorista sabia que o rapaz estava na porta. "Não tinha como não ver. Eu que estava longe vi", reforçou. A suspeita é de que o Willian tenha se desequilibrado quando o ônibus acelerou.

As declarações do mototaxista corroboram com as informações do primo de Willian, Leandro Santos Verão, de 29 anos, que negou que a vítima estivesse do lado de fora, tentando entrar sem pagar. Ele disse que o rapaz e mais dois amigos estavam lanchando dentro do terminal, quando o ônibus partiu. Os dois amigos correram e entraram. Willian tentou fazer o mesmo, mas não chegou a tempo e acabou ficando do lado de fora da porta, pendurado.

Ele bateu e pediu para entrar, mas teve o pedido negado. No local onde ele estava é proibido o embarque e desembarque. Funcionários e outros passageiros contaram a versão de que o trio tentou embarcar de forma escondida.  O caso, investigado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro. As oitivas começam nesta semana. A perícia concluiu trabalhos no local durante a madrugada de domingo.

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