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Saúde

Mudanças na atenção básica não desafogam hospitais e postos 24h

Redação

[Via Correio do Estado]

O plano de reestruturação da Rede Pública de Saúde em Campo Grande começou a ser colocado em prática no início do mês, mas mesmo com mudanças no atendimento já sentidas pela população o reflexo será a longo prazo nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais e só deve ocorrer dentro de um ano. A estimativa é da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), que mudou a metodologia do serviço em oito Unidades Básicas de Saúde (UBS) que passaram a ser Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF).

Com as mudanças implatadas a intenção é diminuir o fluxo de pacientes nas unidades 24 horas - UPAs e Centros Regionais de Saúde (CRS) - e ainda nos hospitais. Mas com pouco tempo de funcionamento a estratégia não apresentou resultados. Na Santa Casa três das quatro áreas para atendimento de urgência e emergência de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) estão superlotadas. A área verde que tem seis leitos está com 24 pacientes, 300% acima da capacidade. Já a vermelha que deveria receber também seis pessoas está com 18 (200%). E na pré-ortopedia, outro setor com apenas seis leitos, 13 pacientes estão no local (133% acima do aceitável). A pré-ortopedia funciona com 100% da capacidade, lá seis pacientes estão em atendimento.

No Hospital Universitário a capacidade da ala vermelha é para sete pacientes, porém sempre há pelo menos mais um no local. Na área verde, para três leitos, a média é de 26 pessoas - quatro estão em cadeiras, pois não há macas suficientes -, 766% acima da capacidade.

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