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MS entra na lista de prioridade para receber Implanon pelo SUS

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Com eficácia superior a 99% e duração de até três anos, o Implanon é considerado um dos métodos contraceptivos mais seguros disponíveis atualmente

O Ministério da Saúde definiu Mato Grosso do Sul como um dos estados prioritários no envio do implante contraceptivo subdérmico Implanon, método de longa duração que passa a integrar de forma ampliada a oferta do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com eficácia superior a 99% e duração de até três anos, o Implanon é considerado um dos métodos contraceptivos mais seguros disponíveis atualmente. No setor privado, o custo pode variar entre R$ 900 e R$ 4 mil, o que historicamente restringiu o acesso ao dispositivo a uma parcela reduzida da população.

Em Campo Grande, o implante já começou a ser distribuído nas unidades de saúde, após anúncio feito pelo Ministério da Saúde em dezembro. A prefeitura recebeu cerca de três mil unidades do método, e a procura tem sido intensa desde o início da oferta.

Para garantir a ampliação do serviço, médicos e enfermeiros da rede municipal passaram por capacitação específica para a inserção do dispositivo, com a meta de habilitar profissionais em todas as regiões da cidade.

Além da prevenção da gravidez não planejada, o Implanon também pode ser indicado em alguns casos para o tratamento de endometriose, ampliando seus benefícios à saúde da mulher. Mesmo com a chegada do implante, o SUS segue ofertando outros métodos contraceptivos, como pílulas, injeções, DIU de cobre, preservativos e procedimentos definitivos, sendo a escolha feita de forma individualizada após avaliação clínica.

A prioridade dada a Mato Grosso do Sul leva em conta a necessidade de ampliar o acesso ao método em áreas indígenas, rurais e periféricas, onde a oferta de serviços especializados é historicamente mais limitada.

Mulheres interessadas devem procurar a unidade de saúde de referência para agendar consulta de planejamento sexual e reprodutivo.

A definição do estado como prioridade ocorreu após solicitação apresentada pela deputada federal Camila Jara (PT-MS) ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que pediu atenção especial ao envio do método e à capacitação das equipes locais.

Via Correio do Estado MS

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