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MS domina ranking de cidades mais quentes do País

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Mesmo com as altas temperaturas, o Estado está em risco para tempestade e chuvas intensas

Mato Grosso do Sul vem de um período de verdadeiro calorão nos últimos dias. De forma específica, nesta quinta-feira (19), quatro cidades sul-mato-grossenses dominaram o ranking das cidades mais quentes do Brasil até às 15 horas de hoje, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Porto Murtinho e Amambaí lideraram a lista, com temperaturas que chegaram a 37,9°C. Em seguida, aparece o município de Corumbá, com 37,8°C, seguido por Maracaju, com 37,4°C. 

O Estado também teve destaque nos índices de umidade relativa do ar devido aos baixos níveis observados. A cidade de Amambai registrou 28% de umidade, menor valor do País, mesmo índice registrado em Surubim, em Pernambuco. 

A cidade de Monteiro, na Paraíba, foi a terceira colocada no ranking, com 29%, seguido por Araçuai, em Minas Gerais, que registrou 30% de umidade relativa do ar. 

As altas temperaturas no Estado nos últimos dias são causadas pela circulação anticiclônica em médios níveis da atmosfera. O fenômeno tem previsão de perder intensidade nos próximos dias, permitindo o retorno gradual de chuvas no Estado. 

Assim, mesmo com as altas temperaturas, todo o território sul-mato-grossense está em alerta para chuvas intensas e tempestades, com chance de grandes volumes de chuva (até 10 milímetros por dia), acompanhadas de rajadas de vento intensas, podendo ultrapassar os 100 km/h, e chances de granizo. 

Há risco de corte de energia elétrica, queda de árvores, alagamentos e estragos em plantações. 

Segundo a previsão divulgada pelo Centro de Monitoramento de Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), na quinta-feira e na sexta-feira são esperadas pancadas de chuvas e aumento da nebulosidade ao longo do dia em diversas regiões. I

Isso porque o aquecimento diurno e a disponibilidade de umidade na atmosfera tendem a favorecer a formação de instabilidades, especialmente na região centro-sul do Estado, podendo ocorrer chuvas com descargas elétricas e rajadas de vento na região. 

Já nas regiões pantaneiras e sudoeste, as temperaturas tendem a continuar altas, podendo chegar a 38ºC, atrelados a baixos valores de umidade relativa do ar, entre 20% e 40%. 

No final de semana, a previsão indica tempo com sol e variação de nebulosidade ao longo dos dias, com condições favoráveis à pancadas de chuva típicas de verão. Em pontos isolados, podem ocorrer chuvas intensas e tempestades, com possibilidade de acumulados significativos, podendo ultrapassar os 40 milímetros em 24 horas. 

Nas regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados, são esperadas mínimas entre 21°C e 23°C e máximas podendo chegar a 35°C. 

Nas regiões Pantaneira e Sudoeste, as mínimas chegam a 23°C e as máximas chegam a 36°C. 

Já no Bolsão, Norte e Leste do Estado, as mínimas variam entre 21°C e 24°C e as máximas esperadas chegam a 34°C. 

Na Capital, o final de semana deve ser de temperaturas amenas, com máxima de 30°C e previsão de chuva todos os dias até a próxima segunda-feira (23). 

Estragos
No final da tarde de ontem (18), vários municípios do Estado, especialmente no interior, já foram atingidos por temporais que causaram estragos. 

Em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande, a tempestade, acompanhada de ventos fortes, derrubou árvores e arrancou as telhas de zinco da Secretaria Municipal de Educação.

Com a ventania, o metal atingiu a fiação da rede elétrica, interrompendo o fornecimento de energia, e caiu sobre carros estacionados. Não houve informações feridos.

Ainda conforme a Defesa Civil, até o fim da tarde foram registradas ao menos 12 quedas de árvores. Pela manhã, a prefeitura informou que as equipes seguem mobilizadas na poda de galhos para desobstruir as vias.

Em Chapadão do Sul, os ventos chegaram a 67,7 km/h, com 16 milímetros de chuva e registro de 610 raios. Segundo o meteorologista Natálio Abrão Filho, a temperatura de 32,1 °C caiu bruscamente para 16,1 °C.

Houve ainda registro de chuva de granizo que, conforme o site Chapadense News, teve duração de 30 minutos. Algumas casas chegaram a ser invadidas pela água, e galhos caíram em ruas e avenidas, que ficaram alagadas.

Em Naviraí, a poeira que encobriu o município assustou moradores, que chegaram a comparar a situação com tempestades de areia no deserto do Saara.

Via Correio do Estado MS

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