Voz do MS

MS

MPMS cobra Capital por alimentação a pacientes em unidades de saúde

jornalismo@vozdoms.com.br

Município afirma que começou a distribuição regular de refeições aos pacientes desde maio de 2025

Mais de um ano após o início da investigação, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, segue cobrando o Município quanto à garantia de alimentação adequada a pacientes e acompanhantes em permanência prolongada nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs).

O MPMS argumenta que o fornecimento de alimentação é um direito garantido por diversas legislações federais e normas do Sistema Único de Saúde (SUS), estendido também aos acompanhantes legalmente admitidos. Assim, cobra da administração municipal soluções emergenciais e o cumprimento do compromisso assumido em maio deste ano. 

Em novo ofício encaminhado à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o Promotor de Justiça Marcos Roberto Dietz solicita, em um prazo de 20 dias, respostas detalhadas sobre o fornecimento de alimentação nessas unidades, exigindo, entre outros pontos, o cronograma atualizado do processo licitatório para contratação permanente do serviço, dados sobre o número de refeições fornecidas mês a mês, esclarecimentos sobre a comunicação feita aos beneficiários e quais soluções emergenciais estão sendo analisadas para evitar a descontinuidade do serviço.

O inquérito civil que apura o caso está em tramitação desde setembro de 2024, após denúncias sobre a falta de refeições em unidades de urgência. Apesar de o Município afirmar que começou a distribuição regular de refeições aos pacientes desde maio de 2025, com uso de saldo remanescente de contrato vigente, uma vistoria realizada em julho pelo MPMS revelou que o fornecimento continua restrito aos pacientes.

Segundo relatório técnico, os acompanhantes, mesmo quando sua permanência é considerada necessária, não estão sendo contemplados com as refeições prometidas.

O MPMS destaca que, embora a legislação preveja permanência máxima de 24 horas nas UPAs e CRSs, na prática muitos pacientes ficam dias aguardando transferência por falta de leitos hospitalares.

Em um relatório anterior, foi constatado que 139 pacientes permaneceram mais de três dias nessas unidades, chegando a casos extremos de até nove dias de espera.

Caso a situação persista, o MPMS poderá adotar medidas judiciais mais rígidas para garantir o direito à alimentação aos usuários do SUS em situação de vulnerabilidade.

Via Correio do Estado MS

Comentários

Últimas notícias