Capital

Mais um ônibus quebra no meio do caminho e passageiros são transferidos

[Via Correio do Estado]

Ônibus do transporte coletivo da linha 087, que faz o trajeto do Terminal General Osório ao Terminal Guaicurus, quebrou esta manhã na Avenida Costa e Silva, em frente ao campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O eixo traseiro do articulado quebrou e todos os passageiros tiveram que ser transferidos para outros veículo.

Um dos passageiros que estava no ônibus informou que o problema causou pânico. “Achamos que era incêndio, entrou fumaça para dentro. Quando conseguimos sair do veículo entramos em outro que vinha atrás, mas era simples. Ele seguiu para o terminal super cheio, nem conseguiu fechar as portas”, disse o servidor público, que pediu para não ter o nome divulgado.

O reparo da roda, que acabou caindo, está sendo feito no local por um mecânico do Consórcio Guaicurus.

O veículo seguia para o último trajeto, já que estava rodando apenas no horário de pico como reforço. O ônibus também deve sair totalmente de circulação até o fim do ano, pois tem mais de dez anos de uso e não tem elevador para acesso de cadeirantes e a previsão é de que até 2019 todos os veículos do transporte coletivo tenham o equipamento.

Os problemas nos veículos do transporte coletivo são praticamente diários, com quebras, falta de combustível e outras situações que prejudicam a vida dos usuários. Na segunda-feira (24), 20 veículos do transporte coletivo de Campo Grande foram substituídos pelo Consórcio Guaicurus. A renovação da frota atendeu a quantidade de ônibus com o prazo de vida útil “vencido”, ou seja, são veículos com mais de dez anos de uso e que já deveriam ter sido substituídos. A situação foi denunciada em reportagem do Correio do Estado, publicada em fevereiro deste ano, mas a troca dos veículos só ocorreu agora.

Os ônibus foram fabricados em 2007, e deveriam ter sido retirados de circulação no ano passado, de acordo com contrato firmado entre a prefeitura e a o Consórcio Guaicurus. No entanto, continuaram sendo utilizados, mesmo estando em condições precárias. Mesmo com alegação do consórcio, de que a manutenção dos ônibus é diária, os usuários relatam os mais diversos problemas, desde veículos constantemente quebrados, com goteiras e sujos, até falta de combustível e de bancos.

Mas a troca representa apenas 3,5% da frota que tem 568 veículos na Capital e é menor do que foi feito no ano passado, quando 91 ônibus foram substituídos, na época a renovação representou 15,5% de toda a frota, então com 585 veículos. O Consórcio Guaicurus e a prefeitura não explicam a redução de 2,9% na frota entre fevereiro do ano passado e agora, quando passou a ter 17 veículos a menos.

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