Lula reforça combate ao feminicídio em pronunciamento no Dia da Mulher
Presidente destacou recorde de assassinatos de mulheres, anunciou mutirões para prender agressores e defendeu fim da escala 6×1 de trabalho
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, utilizou a rede nacional de rádio e televisão neste sábado (7) para reforçar ações do governo no combate à violência contra a mulher, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8). No discurso, Lula destacou o recorde de feminicídios registrado no Brasil em 2025, quando a média chegou a quatro mulheres assassinadas por dia.
“A cada seis horas, um homem mata uma mulher no Brasil. Cada feminicídio é o resultado de uma soma de violências diárias, silenciosas, naturalizadas. A maioria dessas agressões acontece dentro de casa, no ambiente que deveria ser de proteção”, afirmou o presidente. Ele também criticou a naturalização da violência, lembrando que, mesmo com penas de até 40 anos de prisão para assassinos, os crimes persistem.
Lula aproveitou para apresentar ações do governo integradas ao Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio, envolvendo Executivo, Legislativo e Judiciário. Entre as medidas, destacou mutirões do Ministério da Justiça, em parceria com governos estaduais, para prender mais de 2 mil agressores. “Violência contra a mulher não é questão privada. É crime. E vamos, sim, meter a colher”, reforçou.
O presidente citou ainda programas sociais voltados à população feminina, como Pé-de-Meia, Gás do Povo, isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e a distribuição gratuita de absorventes, ressaltando o impacto positivo dessas iniciativas nas famílias brasileiras.
Outro ponto abordado foi o fim da escala 6×1 de trabalho, que obriga trabalhadores a seis dias de jornada e apenas um de folga. Lula afirmou que a mudança traria mais tempo para estudo, lazer e convívio familiar, e reforçou que o governo busca avanços junto ao Congresso Nacional.
Lula também falou sobre o Estatuto Digital das Crianças e Adolescentes (ECA Digital), que entra em vigor em 17 de março, e será acompanhado de novas medidas de combate ao assédio online ainda em março. O estatuto prevê que plataformas digitais tomem providências para prevenir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos ilegais, exploração sexual, violência, assédio e publicidade predatória.
“O Brasil que queremos não é um país onde as mulheres apenas sobrevivam. É um país onde elas possam viver em segurança, com liberdade para se divertir, trabalhar, empreender e prosperar”, concluiu o presidente.
Via Enfoque MS
