Lixões ameaçam córregos que cortam Campo Grande
[Via Correio do Estado]
Apesar de o entorno de rios, lagos e outros leitos d’água ser, por lei, considerado área de preservação permanente (APP), não é de fato o que se vê em Campo Grande, onde é bem comum encontrar lixo e entulho às margens dos 33 córregos que cortam a Capital.
O que começa, muitas vezes, com um mero saco plástico, torna-se, ao longo do tempo, verdadeiro lixão, seja em locais mais afastados do perímetro urbano ou não. Em ambos os casos, a situação coloca em risco a vida ali existente.
Água e vegetação ciliar ainda tentam se sobressair próximo ao Polo Industrial Oeste, que passou a ser considerado área pública em 2004.
No entanto, mesmo sendo local de cuidado da prefeitura, as margens do Córrego Imbirussu, próximo à Vila Romana, já se transformaram em local de deposição de inúmeros tipos de entulho e restos.
A área que devia ser preservada fica ao fundo das indústrias, porém, as evidências apontam outro responsável pela grande quantidade de lixo depositada no local.
O desafio de evitar essa poluição está nas mãos do Ministério Público Estadual (MPE) e da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turistas (Descat), que investigam a situação, porém, a passos lentos.
