Intenção de consumo na Capital é o maior desde o início da pandemia
Também foi registrado o melhor resultado do mês de setembro desde 2014
Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Campo Grande mostra que, em setembro de 2022, foi registrado o melhor índice desde maio de 2020, período marcado pelo início da pandemia.
Neste mês, o índice atingiu 98,7 pontos, número que ainda permanece na zona negativa para a pesquisa, que estima o mínimo de 100 pontos.
Entretanto, em comparação com o cenário anterior, este é um bom resultado, considerando que, após a pandemia, é o melhor índice alcançado.
Além disso, também é o melhor resultado do mês de setembro desde 2014.
A pesquisa é organizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)
Segundo a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio-MS, Regiane Dedé de Oliveira, o cenário futuro é de otimismo.
“Quando analisamos os resultados, percebemos que as pessoas têm uma melhor percepção sobre o emprego atual e, sobretudo, uma perspectiva de consumir mais, o que comumente ocorre com a aproximação do fim de ano”, disse.
A pesquisa aponta, inclusive, para uma melhoria no nível atual de consumo, embora a maior parte dos entrevistados, 42,7% afirme estar comprando menos que no mesmo período do ano passado.
Pesquisa
Os dados com estimativa para setembro foram coletados nos últimos dez dias do mês de agosto/2022.
A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade
de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre
aspectos importantes da condição de vida de sua família.
Entre tais condições, leva-se em consideração a capacidade de consumo, atual e de curto prazo, nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro.
Vale destacar, que trata-se de um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores e não por uso de modelos econométricos.
Desse modo, a pesquisa pode ser utilizada como um termômetro para a política econômica, atividades produtivas, consultorias e instituições financeiras.
Preço dos alimentos
Uma questão que afeta o consumo da população é o valor da cesta básica.
Em Campo Grande, conforme já noticiado pelo Correio do Estado, agosto registrou uma queda de 1,23% no valor da cesta básica, apontou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
Entretanto, o valor ainda é alto diante do cenário geral de inflação, comprometendo 62,29% do salário mínimo líquido.
Atualmente, o salário mínimo é R$ 1.121,10, enquanto o valor da cesta básica em agosto na Capital foi de R$ 698,31.
Estima-se que, em um cenário ideal, o salário mínimo necessário deveria ter sido de R$ 6.298,91, para a manutenção básica de uma família de quatro pessoas.
Via Correio do Estado MS
