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Índice de vulnerabilidade à Mudança do Clima calculado para MS será apresentado em novembro

CAMPO GRANDE (MS) – OS DADOS DO ÍNDICE DE VULNERABILIDADE À MUDANÇA DO CLIMA CALCULADO PARA O ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL SERÃO APRESENTADOS NO DIA 30 DE NOVEMBRO EM CAMPO GRANDE. O INDICADOR, DESENVOLVIDO PELA FIOCRUZ E O MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE (MMA) É RECENTE NO PAÍS E MEDE OS RISCOS GERADOS PELO AQUECIMENTO GLOBAL ÀS POPULAÇÕES DE VÁRIAS PARTES DO PAÍS E A SENSIBILIDADE DESSES GRUPOS A FENÔMENOS EXTREMOS COMO ALAGAMENTOS, SECAS E A DOENÇAS COM ASSOCIAÇÃO AO CLIMA, COMO A DENGUE E A MALÁRIA.
Seis estados foram escolhidos pelo MMA e Fiocruz para o cálculo do índice, dentre eles Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Espírito Santo, Amazonas, Paraná e Maranhão. “Foram escolhidos representantes de todas as regiões para que iniciássemos esse trabalho. O índice integra o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima do MMA, uma das ações previstas no Acordo de Paris, assinado e ratificado pelo governo brasileiro”, diz Manyu Chang, pesquisadora da Fiocruz que integra a equipe responsável pela metodologia de cálculo e tabulação do índice.

Em fevereiro deste ano, técnicos do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e de outros órgãos do governo do Estado que integram o Grupo de Trabalho de Mudanças Climáticas e Biodiversidade foram apresentados à metodologia de cálculo do índice de vulnerabilidade. Desde então, o Imasul passou a colaborar com a elaboração do indicador, fornecendo as bases de dados e séries históricas relacionadas ao meio ambiente necessárias para os cálculos e tabelas. O trabalho está em fase de conclusão na Fiocruz e será apresentado no final de novembro.

“Por meio desse indicador, será possível, por exemplo, a identificação das cidades sul-mato-grossenses mais vulneráveis à mudança do clima. Com isso, gestores públicos com a participação da sociedade civil, poderão planejar e executar ações e medidas para reduzir os impactos das alterações climáticas nos municípios e aumentar a capacidade de adaptação da população a esta nova realidade”, acrescentou Chang.

Na sexta-feira (23), Manyu Chang, juntamente com Isabela Brito e Reginaldo Alves, da Fiocruz, reuniram-se com o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck e o secretário adjunto da Semade, Ricardo Senna, a diretora de Desenvolvimento do Imasul, Thaís Azambuja Caramori e a gerente de Desenvolvimento e Modernização do Instituto, Eliane Ribeiro de Barros para definir a data de apresentação dos resultados e cronograma de capacitação dos técnicos d
o Imasul que vão manusear o sistema desenvolvido pela Fiocruz e MMA.

“O índice de vulnerabilidade será mais um item que vamos agregar ao Programa Estado Carbono Neutro, como ação de adaptação. Já temos outras medidas já inseridas no escopo do programa, como o Terra Boa, que prevê a recuperação de 2 milhões de hectares de pastagens em nosso Estado. As ações do Estado Carbono Neutro vão dar uma visibilidade internacional positiva a Mato Grosso do Sul e nos colocar em um outro patamar de competitividade e sustentabilidade”, afirma o secretário Jaime Verruck.

De acordo com o secretário adjunto, Ricardo Senna, “as informações que serão trazidas pelos cenários do índice de vulnerabilidade vão auxiliar o governo do Estado na proposição de políticas públicas fundamentais para o desenvolvimento social e econômico de Mato Grosso do Sul.  É uma ferramenta que será agregada ao Proclima – Programa Estadual de Mudanças Climáticas – elaborado pela Semade.”

(Marcelo Armoa-Semade)

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