[Via Correio do Estado]
A informação é do diretor de Empreendimentos da incorporadora, Paulo Ranieri. “Nós não estamos sabendo de nada disso. De qualquer forma, a responsabilidade não é da HVM. É papel do Rádio Clube manter seu patrimônio preservado para, em contrapartida, ter direito de negociar seu potencial construtivo”, disse.
O Rádio Clube tornou possível o lançamento do empreendimento da HVM no ano passado, ao vender seu “potencial construtivo” à incorporadora. Porém, a instituição tinha até o dia 5 de maio deste ano para concluir a reforma de sua antiga sede – tombada como patrimônio histórico –, condição para permitir que o Vertigo seja levantado na Travessa Ana Vani, no Bairro Jardim dos Estados.
Se o Rádio Clube não cumprir sua parte no acordo com a HVM, a incorporadora terá de refazer o projeto ou até mesmo desistir da construção, já em fase de comercialização. Isto porque a limitação de área construída para o terreno voltaria a ser de 9.252 metros quadrados, e não os 18.504 metros quadrados previstos no projeto.
A Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) e o Ministério Público Estadual (MPE) têm os documentos que comprovam a irregularidade cometida pelo Rádio Clube.
As condições para a anulação do termo de transferência do potencial construtivo do Rádio Clube para a HVM construir o edifício já existem. Cabe a essas instituições pedir ou cancelar esta autorização.
Se o documento emitido pela Planurb for anulado, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), automaticamente, será obrigada a cancelar as licenças para a construção do empreendimento e embargar o canteiro de obras.
A direção do Rádio Clube alega que está tomando as providências para reformar sua sede central. O projeto de restauração, que deveria ser entregue em maio, foi encaminhado à Planurb no dia 27 de setembro, mas sem orçamento ou detalhes sobre o cronograma.