Gripe: Após queda da temperatura, especialistas reforçam a importância da vacinação
Baixas temperaturas favorecem a alta circulação do vírus da gripe por conta dos ambientes fechados
Com a queda nas temperaturas e os altos índices de doenças respiratórias em Mato Grosso do Sul , especialistas reforçam a importância de colocar a vacinação da gripe em dia, principalmente entre as crianças e idosos.
De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde (Sesau), a queda de temperatura e a alta circulação de vírus por conta de ambientes fechados são os principais fatores para a aparição das doenças respiratórias.
“Desta forma, é importante que as pessoas se vacinem para evitar formas graves de doenças, como a gripe, por exemplo. A vacina é a forma mais eficiente de nos mantermos protegidos”, destaca Lahdo.
Para o médico infectologista, Dr. Julio Croda, Mato Grosso do Sul está passando por um surto de doenças respiratórias e superlotação das unidades de emergência, desse modo é preciso que a cobertura vacinal aumente, principalmente agora que o imunizante está disponível para todos os públicos.
“Isso pode se agravar, principalmente entre os idosos, desse modo, se essas pessoas estiverem imunizadas, a gente tende a ter um risco menor nos números de óbitos e menos impacto nos serviços de saúde”, reforçou Croda.
O secretário municipal da saúde, Sandro Benites também reforçou a importância da vacina, em especial nesta época do ano. “Nós estamos na fase do frio, o inverno está chegando, então está à disposição da população, não é uma obrigação, é um direito que você tem de maneira gratuita”, explicou Benites.
Benites afirmou que a saúde está trabalhando e promovendo ações para alcançar a meta vacinal de 90% da população imunizada. “A gente quer estar na faixa próxima a 50%, até o início do inverno, até o mês de julho, é o que gostaríamos no mínimo”, disse o secretário.
Casos
Conforme o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mato Grosso do Sul possui 3.420 casos confirmados de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs), 256 confirmados por Influenza e 28 mortes.
De 1º de janeiro a 26 de maio de 2023, foram registrados 1.488 casos SRAGs no município de Campo Grande. Quase 80% destes casos são de crianças menores de 9 anos de idade.
No mesmo período Corumbá registrou 308 casos, seguido por Ponta Porã (192), Sidrolândia (131), Dourados (116), Três Lagoas (86), Chapadão do Sul e Miranda (71).
Vacinação
No início deste mês, a vacinação contra a Gripe foi liberada para toda a população com mais de 6 meses, seguindo resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), em razão da baixa procura entre os públicos prioritários e a necessidade de ampliar a cobertura vacinal.
Conforme relatório disponibilizado na última sexta-feira (26) pelo Serviço de Imunização da Sesau, 32,08% do público-alvo foi vacinado em Campo Grande, o que representa 102,06 mil pessoas de um público estimado em 339 mil pessoas.
A maior taxa percentual de cobertura está entre os adolescentes em medidas socioeducativas, com 47,89%. No quantitativo, os idosos com 60 anos ou mais permanecem entre os que mais se vacinaram. De acordo com o relatório, aproximadamente 58,6 mil foram vacinados , sendo 43,57% do público de 134.732 pessoas nesta faixa-etária.
Na última campanha a cobertura foi muito abaixo do recomendado, que é de pelo menos 90% para cada um dos públicos. Em 2022, apenas 43,4% de todo o público-alvo buscou pela vacinação.

Serviço
A vacina é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em mais de 70 unidade básicas de saúde (UBS) e de saúde da família (UBSF) durante todo o dia (manhã e tarde) e protege contra os vírus H1N1 e H3N2 da Influenza A e contra a Influenza B, sendo eficaz contra as três formas diferentes de gripe.
Via Correio do Estado MS
