Para o infectologista, a falta de acesso também é um ponto importante e que precisa ser considerado.
“As baixas coberturas sempre precisam ser analisadas no aspecto do acesso também. Muitas pessoas têm dificuldade em comparecer às unidades de saúde, principalmente por não estarem abertos em horários alternativos ou por conta da distância”.
Croda reforçou a importância dos grupos prioritários se vacinarem, principalmente com a chegada do frio e das doenças respiratórias em crianças e idosos nessa época do ano.
“A gente sabe que a vacina tem um impacto muito importante para os grupos de maior risco, como idosos e imunossuprimidos, então é importante que essa população tenha uma cobertura elevada principalmente nesse momento em que a gente inicia o período sazonal e da circulação dos vírus respiratórios”.
Mato Grosso do Sul apresentou um aumento significativo no casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). As informações são do boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
“Estamos tendo um surto de doenças respiratórias no Estado e uma superlotação das unidades de emergência. A partir de abril e maio isso pode se agravar, principalmente entre os idosos, desse modo, se essas pessoas estiverem imunizadas, a gente tende a ter um risco menor nos números de óbitos e menos impacto nos serviços de saúde”, finalizou Croda.
Últimos casos
Conforme o boletim epidemiológico divulgado pela SES nesta terça-feira (28), Mato Grosso do Sul registrou 354 novos casos de Covid-19 e duas mortes na última semana. Além disso, 19 pessoas seguem internadas devido à doença.
Os últimos registros de óbitos são de dois homens, um de 87 e outro de 92 anos, ambos apresentavam comorbidades, como doenças respiratórias e cardíacas.
Ainda conforme informações do documento, 14 pessoas estão hospitalizadas em decorrência ao vírus, quatro internadas em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e 1.187 em isolamento domiciliar.
Serviço
A vacina bivalente está disponível para idosos com 60 anos ou mais, imunocomprometidos, comunidades indígenas e quilombolas. Além de gestantes e puérperas e trabalhadores da saúde com mais de 50 anos.
Para receber o reforço é necessário estar com o esquema vacinal completo e ter recebido a última dose há pelo menos 28 dias e quatro meses. Os locais de vacinação podem ser consultados no site da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU).
Via Correio do Estado MS