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Estudante mais premiado da história grava documentário na Santa Casa da Capital

Redação

[Via Correio do Estado]

Natural de Aquidauana, Luiz Fernando da Silva Borges, de 19 anos, é considerado o estudante mais premiado em feiras de ciência da história do País, graças às pesquisas na área de engenharia biomédica. Ao todo são mais de 60 prêmios, dentre os quais três da Intel ISEF (International Science and Engineering Fair), a Feira Internacional de Ciências e Engenharia realizada anualmente nos Estados Unidos, e uma das mais importantes do mundo. Nesta sexta-feira, ele participa da gravação de documentário sobre tecnologias do futuro na Santa Casa de Campo Grande, com equipe do The History Channel.

Luiz foi aluno do curso técnico integrado em informática no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (IFMS) - Campus de Aquidauana. Também é integrante do Núcleo de Atividades em Altas Habilidades/Superdotação de Campo Grande e da Sociedade Brasileira de Computação.

O jovem cientista garante que, entre seus principais prêmios, estão três conquistados no ISEF. O mais recente, obtido em 2017, é resultado do projeto Hermes Braindeck, que aborda a comunicação com pessoas em estado de coma vegetativo. “Em 2016 fui premiado por desenvolver novo método de controle de prótese robótica de braço”, disse ele que, por conta do desempenho, que já teve o direito de batizar um cometa.

Nos últimos anos, Luiz desenvolve pesquisas e tecnologias na área de engenharia biomédica com: modelagem estatística de processos termodinâmicos para amplificação de DNA; próteses robóticas de membro superior com feedback tátil; dispositivos de monitoramento do sono para a regulação do ciclo circadiano e interfaces cérebro-máquina de loop fechado embarcadas em sistemas de processamento distribuído para a comunicação com pessoas inicialmente classificadas em estado vegetativo ou coma.

Foi o primeiro e único brasileiro a receber os prêmios de primeiro lugar e melhor da categoria, em engenharia biomédica na ISEF. Além disso, recebeu também o prêmio concedido pelo MIT Lincoln Laboratory, por meio do programa Ceres Connection, tendo seu nome submetido para a International Astronomical Union (IAU), que nomeou o asteroide (33503) Dasilvaborges, em sua homenagem. "O prêmio é parte do processo de um ciclo de aprendizado iniciado durante o desenvolvimento", disse.

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