[Via Correio do Estado]
As pontes de concreto construídas no Estado há pelo menos três anos passarão por vistoria. A medida foi divulgada depois que uma passagem em Jardim, sobre o Rio dos Velhos, desabou com a chuva recente na região. A estrutura garante o trânsito de estudantes para escolas e escoamento de produtores rurais e agora o caminho foi interditado por tempo indeterminado.
“Determinei que todas as demais pontes de concreto (no Estado) sejam periciadas para evitarmos futuros transtornos”, disse o governador Reinaldo Azambuja hoje.
Sobre a ponte no município de Jardim, perícia técnica vai ser contratada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) para verificar os problemas estruturais. A tramitação desse processo está em regime de urgência. Depois de laudo, a Sipav Engenharia, responsável pela obra, será acionada para fazer reparos.
O governo do Estado divulgou que vai determinar execução imediata, mas não foi informado se a empresa pode contestar o laudo a ser apresentado. A ponte foi inaugurada em 2014 e a estrutura não suportou a força da correnteza que ocorreu há uma semana.
“O governo está tomando todas as providências legais para que as irregularidades na estrutura da ponte de Jardim sejam sanadas o mais rápido possível, e assim garantirmos o ir e vir às pessoas, o retorno à escola das crianças dos assentamentos, e também o escoamento da produção da região”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja.
ISOLAMENTO
A queda da ponte sobre o Rio dos Velhos deixou isolado assentamentos. Produtores de soja e criadores de gado já estão há uma semana sem acesso. O prefeito de Jardim, Guilherme Monteiro, informou hoje ao governo do Estado que o desvio na região ficará pronto em até uma semana. A região atingida é a Água Amarela.
O desvio está sendo feito com maquinários da Agesul e da prefeitura local. O trecho precisa ser aberto e cascalhado para garantir que caminhões tenham condições de trafegar. O trecho deve ter três quilômetros.
TRECHO NA MS-162
Outra ponte que desmoronou sobre o Rio Santa Maria, na MS-162, foi liberada pela Agesul. O dano foi causado por fortes chuvas que caíram na região em meados do ano passado. "Perícia realizada no local – o trecho interliga os municípios de Maracaju e Dourados – constatou uma fissura na laje e o comprometimento das vigas, que foram substituídas e reforçadas com uma camada de 12 centímetros de concreto armado", informou nota da Agesul.