Polícia

Esgoto, livros e ficção ligam grandes empresas à propina de R$ 15 milhões

[Via Campo Grande News]

A 4ª fase da Operação Lama Asfáltica aponta o envolvimento de grandes empresas num esquema de propina que irrigava o governo na gestão de André Puccinelli (PMDB).

Nesta etapa, entram em cena o grupo JBS, companhia que em 2015 registrou receita líquida de R$ 163,9 bilhões, e a Águas Guariroba, que em 2016 teve receita operacional líquida de R$ 576, 6 milhões.

Na investigação da Polícia Federal, batizada de Maquinas da Lama, ambas são citadas por repasse de R$ 15 milhões.

De acordo com a apuração, o que não muda é a taxa média da propina, que era de 20%. No caso da JBS, a fonte do dinheiro é um termo de isenção fiscal.

De acordo com o chefe da Controladoria Regional da União no Estado, José Paulo Barbiere, o recurso usado pelos Estados para atrair empresas resultou num pagamento de propina de R$ 10 milhões.

Seguindo o rastro do dinheiro, o valor teria retornado por meio de contratos fictícios de locação de máquinas com a Proteco Construções, empresa de João Amorim, já denunciado em outras fase, e doação de campanha.

A JBS também é citada por fazer uma compra da Gráfica Alvorada, mas, para a Polícia Federal, a nota era fria.

“A JBS recebeu incentivos fiscais e uma das formas de pagamento de propina foi comprar, fazer uma aquisição da gráfica. O que é injustificado porque não é [atividade] fim da JBS. A gente acha até que não comprou nada”, afirma o delegado regional de Combate ao Crime Organizado, Cleo Mazzotti.

A locação de máquinas pela JBS chamou a atenção em documentos da 2ª fase da operação, realizada em maio do ano passado. Em junho de 2014, por exemplo, foram pagos R$ 2.370.655,00, pela locação de cem máquinas da ASE Participações, que também é de propriedade do empreiteiro João Amorim.

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