Política

“Eleitor faz protesto, mas acaba elegendo os mesmos”, diz Marcelo Bluma

[Via Correio do Estado]

O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PV, o engenheiro civil Marcelo Bluma, de 55 anos, votou às 10h em ponto na Escola Paulo Freire, na Capital, onde foi acompanhado da esposa. Para o candidato, que apareceu em penúltimo lugar nas pesquisas, com 2,51% dos votos, o prazo de 45 dias dado para a campanha foi curto e, por isso, o debate não foi tão aprofundado. Segundo Bluma, a tendência é que os santinhos desapareçam dando lugar às redes sociais.

“Neste cenário, o candidato é beneficiado porque diminui a equipe de trabalho, porém, o debate fica prejudicado, o que é uma pena para o Brasil”.

Ao analisar seu papel, disse que sai satisfeito, porque conseguiu fazer a sua parte. “Só sinto que o eleitor faz muito protesto nas redes sociais mas se esquece, neste domingo, de votar num candidato consciente, acaba elegendo os mesmos”.

Esta é a primeira vez que Bluma, que se elegeu em 2008 como parlamentar de Campo Grande, se candidatou à vaga para o governo. Após ter votado, disse que, caso não seja eleito e haja segundo turno, fará um debate com com o partido sobre quem apoiar. “Iremos avaliar quais candidatos serão escolhidos, vamos respeitar o resultado e faremos um apoio lógico, dentro da melhor alternativa programática”.

Sobre se pediria algo em troca de apoio, o candidato foi enfático: “Não farei isso”, disse, relembrando que na campanha para prefeito, o PV não apoiou nenhum dos lados.

Marcelo Bluma acompanhará a apuração dos votos em casa e contou que, após tantos anos disputando eleições sem vencer, fará uma avaliação junto ao PV (Partido Verde). “Precisamos entender como é que o discurso do partido está sendo avaliado pelo eleitor, onde o partido está errando e que inviabiliza eu vencer”.

Em relação à pesquisa publicada hoje pelo Correio do Estado, que o coloca em penúltimo lugar, o candidato tem uma explicação: “Vi dificuldades no interior”. O maior percentual de votos para Bluma é registrado em Campo Grande, onde seu nome cresceu. “Mas faltam estrutura partidária , tempo de TV e dinheiro para ter equipes no interior”, finalizou.

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