O dólar registrava pequena alta ante o real nesta quinta-feira (29), influenciado pela valorização da moeda no exterior em dia de recuo dos preços do petróleo e pelos números melhores do que o previsto da economia norte-americana, mas contrabalançado pelo anúncio de leilão de linha pelo Banco Central.
Às 10h49, a moeda norte-americana subia 0,23%, cotada a R$ 3,2276. Veja a cotação.
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Às 9h09, alta de 0,3%, a R$ 3,2317
Às 10h39, alta de 0,23%, a R$ 3,2295
A realização de leilão de linha na sexta-feira pelo BC com dinheiro novo –o que eleva a oferta de moeda– continha o avanço da moeda norte-americana, com o mercado digerindo o anúncio.
O BC anunciou na noite de quarta-feira a realização do leilão com venda de até US$ 4 bilhões, com o primeiro acolhimento das propostas de 15h15 às 15h20 e o segundo, de 15h30 às 15h35. O primeiro leilão terá data de recompra em 3 de janeiro de 2017 e o segundo, em 2 de fevereiro de 2017.
“O BC fez leilão de linha em todos os meses deste ano, trata-se de uma ferramenta de controle de liquidez que ele usa para evitar distorções no mercado. Acho que ele anunciou ontem para tirar a volatilidade, dado que hoje a agenda está recheada”, comentou o operador corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado.
“Mas ainda está nebulosa a razão sobre a oferta de US$ 1,6 bilhão em dinheiro novo, já que os 2,4 bilhões restantes são para rolagem de contratos”, disse.
As sessões desta quinta e sexta-feiras serão marcadas ainda pelas movimentações em torno da formação da Ptax de final de mês, que é a taxa de câmbio usada para liquidação dos derivativos cambiais, o que adiciona volatilidade ao câmbio.
“A pressão de Ptax não tende a ser para cima sempre. Mas sempre gera muita movimentação e o leilão de linha pode ser para evitar o excesso de especulação no mercado”, disse Alessie Machado à Reuters.
Pouco depois da abertura da sessão no Brasil, os Estados Unidos divulgaram os números do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e os pedidos semanais de auxílio-desemprego, ambos melhores do que as expectativas, o que reforça as apostas de aumento de juros nos EUA em dezembro.
Na noite de quinta-feira, a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester, disse que o banco central dos Estados Unidos corre o risco de ficar atrás da curva se demorar para elevar os juros, dada a evolução da economia norte-americana. Ela vota nas reuniões do Fomc deste ano.
O PIB dos EUA subiu 1,4% no segundo trimestre, ligeiramente acima do 1,3% estimado em pesquisa Reuters e ante crescimento de 1,1% divulgado no mês passado.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 3 mil, para 254 mil em números ajustados sazonalmente na semana encerrada em 24 de setembro. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o relatório mostrasse 260 mil novos pedidos.
Nesta manhã, as apostas de que haveria um corte de juros no encontro do Fed em dezembro estavam em 57,6%, de 54,3% na quarta-feira. Para novembro, eram minoritárias, de 17,1%, mesmo porcentual da véspera.
O Banco Central vendeu toda a oferta de 5 mil contratos de swap cambial reverso --equivalente à compra futura de dólares-- em leilão nesta manhã.
Via: g1.globo.com