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Consórcio teve redução de 15% nas gratuidades em 2021

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Enquanto pediam recursos por causa de crise, empresas melhoraram “performance” com aumento de passageiros pagantes no ano passado

Em documento obtido pela reportagem do Correio do Estado é possível ver que, no comparativo de 2020 com 2021, um período de 12 meses, ao mesmo tempo em que o Consórcio Guaicurus solicitava ajuda financeira por causa do volume de gratuidades do transporte coletivo, as empresas do grupo tiveram uma queda de 15% em gratuidades e cresceu o número de pagantes do serviço.

Em 2021, conforme tabela anexada pelo próprio Consórcio Guaicurus em processo de 2019, um total de 3.230.438 pessoas com algum tipo de gratuidade passou pelo transporte coletivo de Campo Grande. Enquanto em 2020 esse número foi de 3.804.758, queda de 15% de um ano para o outro.

Já entre os passageiros que pagaram a passagem, houve um aumento de 1,09% entre um ano e outro. Passou de 24.249.844 em 2020 para 24.515.240 passageiros em 2021.

Com isso, a média mensal de pessoas transportadas nos veículos do Consórcio Guaicurus passou para 3.694.469 no ano passado, e desse montante 2.042.937 foram de pagantes, contra 269.203 que usaram alguma gratuidade.

A pandemia de coronavírus e a quantidade elevada de gratuidades foram os motivos para que, no início deste ano, a Prefeitura de Campo Grande aceitasse repassar uma verba para as empresas detentoras da concessão mensalmente.

O subsídio, aprovado pela Câmara Municipal no início de fevereiro, diz que a administração municipal poderá destinar ao Consórcio Guaicurus até R$ 12 milhões durante este ano de 2022, além de pagar mais caro pela tarifa de seus servidores e a isenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).

O aumento de passageiros também é notado no Índice de Passageiros por Quilômetro (IPKe), que passou de 1,0796 em 2020 para 1,1332 no ano passado.

Na prática, quanto mais passageiros por quilômetro rodado, menor fica a tarifa para os usuários pagantes, já que esse é um dos itens que compõem o cálculo da tarifa.

Outro ponto positivo para o Consórcio Guaicurus foi a redução dos quilômetros rodados. Em um ano em que o diesel aumentou 49,95% (segunda a mesma tabela), a distância percorrida, portanto, o consumo do combustível, caiu.

Em 2020, quando menos carros das empresas do transporte coletivo circulavam pela cidade, foram percorridos, em média, 1.917.754 km por mês, enquanto no ano passado, quando a frota chegou a ter 390 carros, foram 1.811.323 km, redução de 5,5%.

O “melhor desempenho” em 2021, que pode significar uma recuperação das perdas depois da crise sofrida pela pandemia da Covid-19, que afetou todos os setores da economia, não freou os pedidos das empresas, que conseguiram da prefeitura a remissão do ISSQN também para os anos de 2021 e 2020.

O último, como foi pago em juízo, deverá ser acertado com a concessionária por meio da Justiça.

PASSAGEM

Em outro trecho, a empresa aponta que a tarifa do transporte coletivo, que atualmente está em R$ 4,40, poderia chegar a R$ 5,67, caso a tarifa técnica feita pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) levasse em consideração o valor de 5% incidente do ISSQN, porcentual que deveria passar a vigorar em 2022, mas que foi retirado em acordo com a prefeitura.

A tarifa técnica sem esse imposto havia sido divulgada em R$ 5,14. No entanto, o valor só é válido para os órgãos públicos de Campo Grade.

Via Correio do Estado MS

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