Economia

Conab projeta redução de 7,5% na produção do milho safrinha em MS

[Via Correio do Estado]

Produção do milho safrinha em Mato Grosso do Sul deverá ter queda de 7,5% na safra 2017/2018, recuando de 9,60 milhões de toneladas para 8,88 milhões de toneladas, de acordo com estimativa divulgada hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área plantada da cultura também terá redução (-4%), passando de 1,75 milhão de hectares para 1,68 milhão de hectares. A produtividade projetada para o milho segunda safra é de 5.260 quilos por hectare, índice 3,7% inferior ao do ciclo anterior, de 5.460 quilos por hectare.

De acordo com o 8º levantamento de safra da Conab, a expectativa de redução de área ocorreu principalmente pelas questões referentes à instabilidade do mercado, assim como a desvalorização do preço do milho ao longo dos meses do planejamento do plantio (novembro, dezembro, janeiro e fevereiro).

Outro fator destacado pelo estudo é o impacto da falta de chuvas sobre a lavoura, numa fase considerada crítica, por determinar o potencial produtivo da cultura. A Conab alerta que “a estiagem nas regiões produtoras varia desde 20 até 40 dias sem precipitações significativas”, “a maioria das lavouras do Estado já estão com estresse hídrico e caso as chuvas não se normalizarem no início de maio, haverá uma grande quebra da produtividade das lavouras”.

Em relação à incidência de pragas, com o veranico estão ocorrendo muitos ataques de lagarta do cartucho, principalmente nas lavouras convencionais e complexo de percevejos nas fases iniciais do desenvolvimento vegetativo. Em alguns municípios houve replantio de parte das lavouras devido ao ataque dos percevejos.

Safra

A produção total de grãos em Mato Grosso do Sul deve alcançar 18,89 milhões de toneladas na safra 2017/2018, aumento de 0,6% em relação ao ciclo anterior. A estimativa de área também teve aumento (1,3%), passando de 4,44 milhões para 4,49 milhões de hectares. Quanto à produtividade, houve decréscimo de 0,7%, de 4.229 quilos por hectare para 4.200 quilos por hectare.

No país, a previsão da segunda maior colheita de grãos brasileira, com uma produção de 232,6 milhões de toneladas, está mantida pela Conab. A estimativa de área é também destaque, com a entrada de números das culturas de inverno e outras, podendo se tornar a maior da série histórica, ou seja, 61,5 milhões de hectares.

Apesar do decréscimo de 2,1% em comparação à safra passada, que chegou a 237,7 milhões de toneladas, o número é bem elevado em relação à média de produção nacional, em condições atmosféricas normais. Na comparação com a pesquisa do mês de abril, a estimativa total da safra mostra um aumento de 1,3%, ou cerca de 3 milhões de toneladas.

Os maiores volumes são da soja, responsável pelo bom desempenho produtivo e cujo avanço da colheita vem confirmando a boa produtividade, e do milho total. A leguminosa registra 117 milhões e o cereal 89,2 milhões de toneladas. Já o milho segunda safra responde por 70% de sua colheita (62,9 milhões de t), cabendo ao milho primeira safra 26,3 milhões de t.

Na sequência de aumento da produção deste levantamento, vem o algodão em pluma, com um volume de 1,9 milhão de toneladas, algo em torno de 27% a mais que a safra anterior. O feijão segunda safra também registra bom desempenho, com um aumento de 10,2% e colheita de 1,32 milhão de toneladas.

O término do plantio das culturas de segunda safra, a estimativa de área de plantio para o feijão e as culturas de inverno sinalizam um crescimento de área, a maior da série histórica, ou seja, 61,5 milhões de hectares, com um incremento de 1,1%. Na ordem crescente de ganho absoluto da área plantada, vem a soja com 1,2 milhão de hectares, o algodão (236,8 mil ha) e o feijão segunda safra (132,6 mil ha). Com os aumentos, a área total da soja ficou em 35,1 milhões de hectares e em seguida o feijão segunda safra (1,6 milhão ha) e o algodão (1,2 milhão ha). (Com informações Conab)

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