[Via Correio do Estado]
A Praça Jorge Razuk, na Rua Marquês de Lavradio, em Campo Grande, é mais uma das diversas que estão sem situação precária na cidade. O problema foi mostrado em reportagem do Correio do Estado na terça-feria (21).
Mas vistoria realizada por representante da Câmara dos Vereadores, na sexta-feira (24) mostrou mais este ponto crítico na Capital. Sujeira, mato alto e falta de manutenção em brinquedos foram as situações confirmadas pelo vereador Otávio Trad (PTB), que esteve no local. Os moradores do bairro também relataram problemas como falta de iluminação e de segurança.
“Essa praça é um local de lazer da população, muitas famílias vêm com seus filhos e realmente a atual condição prejudica o uso seguro e apropriado do local. Encaminhamos ao Executivo Municipal, uma indicação para que seja feita a limpeza da praça, a manutenção dos brinquedos do parque infantil, a troca de lâmpadas e também solicitamos a presença da Guarda Municipal, pelo menos no período noturno em rondas”, disse o vereador.
Reportagem publicada pelo Correio do Estado mostrou que mesmo com a manutenção que a prefeitura da Capital diz fazer, as praças e áreas de lazer dos bairros estão cada vez mais degradadas e sem condições de serem utilizadas pelos moradores . Mato alto, sujeira e equipamentos quebrados foram as principais problemas encontrados pela reportagem em bairros percorridos pela equipe.
No Itamaracá, na rua Padre Musa Tuma, o mato tomou conta do entorno da praça, que a cada dia perde mais a cara de área de lazer. Próximo dali, na avenida Guaicurus, a praça no bairro Santa Eugênia tem um parquinho para as crianças da região se divertirem. Há mais de um ano que os equipamentos estão enferrujados e quebrados, deixando as crianças em risco de se machucarem no ferro exposto. A quadra poliesportiva também está bem depredada. As tabelas de basquete não existem mais e a grade que cerca a quadra está toda rasgada e danificada.
Conhecida pela feira pública que atrai muita gente toda quarta-feira, a praça na avenida Manoel da Costa Lima, no bairro Piratininga, também está com o parquinho sem condições de ser usado pelas crianças. O balanço nem mesmo existe mais, apenas o suporte aonde deveriam estar fixados está lá. Os outros brinquedos estão enferrujados e quebrados também. A grade que cerca o local também já não existe em grande parte.
Mesmo sendo um bairro mais nobre da Capital, o Carandá Bosque não foge de ter uma praça sem manutenção e limpeza periódica. Na rua Pedro Martins, por exemplo, uma árvore de grande porte caiu há semanas por conta das fortes chuvas e até hoje está escorada em outra árvore, podendo cair a qualquer momento e machucar alguém que passa pelo local. O mato da praça também está bem alto, chegando a esconder um dos poucos bancos existentes lá. Depois da reportagem equipe da Solurb fez a limpeza do local, mas a árvore continua da mesma forma.
De acordo com a prefeitura, existem 150 praças em Campo Grande, sendo que 22 são mantidas por meio do Programa de Parceria Municipal (Propam), aonde uma empresa privada “adota” a área e a mantém conservada. O programa é da administração municipal, coordenado pela Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb). Além das praças, ele engloba também parques, canteiros e rotatórias.
Já o restante das praças tem a manutenção e limpeza sob responsabilidade da própria prefeitura. Por meio de nota, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) mantém uma programação permanente de limpeza das áreas públicas, que somam aproximadamente 250 hectares. As equipes atuam em praças, parques e canteiros centrais de avenidas. As praças percorridas pela reportagem são de responsabilidade da prefeitura e ainda não foram adotadas por empresas credenciadas no Propam.