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Com alta demanda, UPA da Moreninha atende 66% a mais em dois dias

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De segunda a terça-feira (22), a unidade recebeu 1966 pacientes, valor três vezes maior que a média

Pacientes da UPA Joel Rodrigues Da Rocha, na Moreninha alegaram lentidão exagerada no atendimento nesta segunda e terça-feira, 23 e 24 respectivamente. No período, a unidade atendeu 1966 pacientes. O número é o triplo da média em 48 horas, com aumento de 66% no volume de pessoas recebidas.

Até o mês de março a unidade atuava com variação de 550 a 600 pacientes atendidos por dia.  De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a partir do mês de abril a demanda tem sido crescente, quando considerado que o número máximo de atendimentos realizados em 48 horas, antes do mês de abril, poderia chegar a até 1.200.

Juntas, as seis Unidades de Pronto Atendimento de Campo Grande atendem, em média, de 800 a 1.000 pessoas por dia, sendo UPA DR. Walfrido Arruda, no bairro Coronel Antonino, a com maior demanda. O número com a inclusão dos quatro Centros Regionais de Saúde (CRSs) chegam a atender mais de 5 mil pacientes por dia. Desse número 120 a 150 pacientes em estado crítico que precisam ser encaminhados para hospitais.

O jardineiro Leonardo Antônio Requena Vasconcelos foi um dos pacientes que relataram a demora excessiva no atendimento na Upa Moreninhas na segunda-feira (23). Ele conta que chegou à unidade às16 horas com a esposa e que só conseguiu atendimento às 21h.

“ Falei com todo mundo ali, o médico que atendeu minha esposa falou que tinha 70 fichas de atendimento, a maioria oriunda da tarde.”, ressaltou.

A Sesau explicou que a pasta tem reforçado o quadro funcional destas unidades, com a contratação de mais médicos, enfermeiros e outros profissionais. Além de implementação de equipes que visam reduzir o tempo de atendimento.

“Somente nos dois últimos anos, mais de 1,4 mil profissionais de saúde, cerca de 400 médicos, foram convocados pela Prefeitura de Campo Grande.”, pontuou.

A Secretaria acrescentou que conforme relatório da Coordenadoria de Urgência, cerca de 60% dos pacientes que procuram atendimento nas UPAs e CRSs são classificados como azul e verde, ou seja, de menor gravidade, e poderiam buscar atendimento nas unidades básicas e de saúde da família.

“ A grande maioria apresenta queixas leves e quadros crônicos que devem ser acompanhados na Atenção Primária. Também é preciso lembrar que o médico não fica integralmente fazendo o atendimento de pacientes que chegam na recepção da unidade, o que dá a falsa sensação/percepção de que há um número menor de profissionais disponíveis.”.finalizou.

A paciente, que preferiu não ser identificada, revelou que mora nas Moreninhas há 30 anos e sempre vai até à unidade devido à doença de Parkinson da mãe.

“Atendimento aqui é difícil é muito demorado. Você senta e espera, não tem piedade. A última vez que vim, cheguei era 8h da manhã, era quase 13 da tarde e ainda não tinha sido atendida. É complicado, a maioria das pessoas trabalha, perdem o dia aqui.”, conta.

De acordo com a Sesau, a Ouvidoria da pasta recebeu, apenas no mês de abril, 5.590 ligações, sendo que destas 566 foram referentes a reclamações diversas. Ainda conforme a Secretaria, as reclamações representam apenas 10% do volume total de atendimentos.

Via Correio do Estado

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