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Cerca de 3 mil fiéis participam da confecção do tapete de Corpus Christi

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Cerca de três mil fiéis católicos se debruçaram sobre as obras que devem servir de passagem ao que acreditam ser o corpo de Cristo, chamado Santíssimo e representado pela hóstia sagrada. O grupo fazem parte de força-tarefa de 51 paróquias da igreja católica da cidade.

A montagem de cerca de 1,3 mil metros, ocorre em toda a rua 14 de Julho iniciando na avenida Afonso Pena, na altura da Praça do Rádio Clube e segue até virar na rua 14 de Julho rumo à Fernando Correa da Costa.

Uma missa campal na praça está programada para ocorrer as 15 horas. Em seguida os fiéis saem em procissão, om a bênção do Santíssimo Sacramento.

Essa é a primeira procissão realizada após o início da pandemia em decorrência da doença da Covid-19. Em 2020 e 2021 não foi possível realizar as comemorações no formato tradicional em razão das medidas de biossegurança.

Ao fim do trajeto, os fiéis vão poder celebrar com a atração de show do Grupo Colo de Deus, em palco instalado na esquina da Avenida Fernando Corrêa da Costa com a Avenida Calógeras.

Origens da Solenidade de Corpus Christi

A origem da festa tem relação direta com as orações diárias de Santa Juliana. A história cita que ela começou a ter a estranha visão da lua cheia com um corte preto no seu centro. Por mais de dois anos teve essa visão sem entender o seu significado, então, fez um pedido ardoroso para Jesus Cristo, no Santíssimo Sacramento, de que fosse concedido a ela saber o que significava aquilo.

Em seguida, obteve a explicação durante um sonho: “A lua representava a igreja com suas festas e a faixa preta significava a falta de solenidade porque passava a igreja”. E Jesus concluiu dizendo: “Quero que seja criada uma festa especial em honra ao Sacramento do meu corpo e do meu sangue”.

Conhecendo Santa Juliana, o cardeal Cher resolveu instituir uma celebração de Corpus Cristi na igreja de São Martinho, em Liege. O cardeal criou o rito especial que é seguido até os dias de hoje. mas Santa Juliana não conseguiu ver a celebração, pois morreu no dia 10 de junho de 1258.

Santa Juliana ficou muito doente do estômago, não conseguia nem beber água e, durante algum tempo, agonizou, mas sempre em oração e nunca perdendo a confiança em Jesus Sacramentado.

No dia de sua morte pediu ao padre que colocasse uma hóstia consagrada sobre seu peito, pois ela não conseguia engolir nada e, milagrosamente, a hóstia desapareceu. Santa Juliana falou: “Meu doce Jesus” e depois morreu.

Quando as irmãs foram preparar o corpo de Santa Juliana para o enterro viram uma tatuagem da hóstia santa sobre o seu peito, na altura do coração, com a cruz de Jesus Cristo no centro dela.

Com alegria vendo este milagre, as irmãs mandaram colocar do lado esquerdo de seu escapulário a imagem da hóstia santa, que carregam até os dias de hoje.

O Papa Urbano IV, sabendo da morte de Santa Juliana e conhecendo suas visões, instituiu o dia de Corpus Christi, através da bula papal transiturus, marcando o dia para a quinta-feira após a oitava de pentecostes. O Papa Clemente XII canonizou Santa Juliana no ano de 1737. Sua festa é celebrada no dia 10 de junho.

São Thomas de Aquino, a pedido do papa, criou o famoso hino “Tantum Ergo (Tão Sublime Sacramento)” em honra ao santíssimo sacramento. Desde então, em todo o mundo, este hino é cantado nas procissões eucarísticas e nas bênçãos do Santíssimo Sacramento.

Via Enfoque MS

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