Saúde

Carnaval aumenta demanda e coma alcóolico está entre principais problemas

[Via Correio do Estado]

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atendeu entre a madrugada de sábado (25) e a manhã de hoje 10 pessoas que entraram me coma por conta da bebida.

O balanço parcial foi divulgado porque durante o Carnaval essas ocorrências aumentam. Em geral, na manhã de hoje foram atendidas 430 ligações vindas de Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Terenos, Camapuã, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia pelo 192.

A equipe está com 15 viaturas disponíveis para atendimento e há efetivo de médicos, enfermeiros, técnicos e outros servidores na base do serviço, que fica e Campo Grande.

O coordenador do Samu, André Britto, explicou que a principal dificuldade na prestação de socorro não é realizar o atendimento de emergência, mas dar o encaminhamento ao paciente. "Nossa rede hospitalar é insuficiente para demanda do município. Nós temos o embate entre o posto, o médico que não quer receber no hospital e o Judiciário, que manda atender”, confirmou.

Ele também confirmou que os casos envolvendo excesso de bebida estão entre as principais chamadas desde sábado.

O detalhamento feito por Britto foi também ouvido pelo prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, que hoje pela manhã foi ao Samu acompanhado da secretária-adjunto de Saúde, Andressa De Lucca Bento.

"Temos que encontrar meios para multiplicação de leitos, com ajuda dos Governos Federal e do Estado. Vamos ter agora, com garantia do ministro da Saúde, a abertura do Hospital do Trauma. Garantiram que antes do final do primeiro semestre entregarão. Oportunizando isso daí, teremos mais condições de atender a população", opinou o prefeito.

A previsão oficial é que em maio a unidade hospitalar esteja disponível para atender pacientes vítimas de acidentes dos mais diversos tipos. O prazo inicial era de conclusão em junho de 2017.

O Hospital do Trauma atenderá demanda de urgência e emergência de politraumatizados e pacientes com necessidade de atendimento ortopédico da Capital e também do interior.

A previsão é que a nova unidade tenha capacidade para realizar anualmente 10 mil internações, nove mil cirurgias, 500 internações, 10 mil consultas, além de ampliar os serviços de diagnósticos clínicos e de imagens.

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