Caravana nas Escolas quer atender 166 mil alunos e melhorar rendimento escolar
[Via Correio do Estado]
De acordo com o secretário de saúde, Carlos Coimbra, o objetivo da ação é melhorar o desempenho escolar desses alunos identificando eventuais problemas. “A gente começa com Campo Grande, na microrregião, e depois vai ser extensiva a todo Estado. Próxima cidade contemplada será Dourados e a microrregião. Em seguida, em junho, faremos a 'Semana D', quando faremos o fornecimentos dos óculos e aparelhos auditivos, além de outros tipos de exames e vacinação, com as parcerias das secretarias municipais”, detalhou.
Ainda conforme Coimbra, os alunos com idade entre 7 e 12 anos fazem parte do público que apresenta mais dificuldade no desempenho escolar. “Por isso escolhemos eles como foco. Há uma demanda de 20% a 30% dos alunos apresentam um problema visual, por exemplo”, completou.
Somente em Campo Grande devem ser atendidos 42 mil alunos dessa faixa etária, conforme o governador Reinaldo Azambuja (PSDB). “Não tenho dúvida que será um avanço enorme. Hoje nós temos repetência, evasão escolar e um baixo rendimento de parte desses alunos. Quase 85% do baixo rendimento escolar são exclusivamente alunos que tem problema de audição e visão”, detalhou.
Em contrapartida, os municípios auxiliarão na organização da estrutura nas escolas. “Financeira nenhuma [contrapartida]. Será principalmente a organização desse sistema. Organizar as escolas, equipe escolar, precisa ter autorização dos pais. Essa é a mobilização das escolas e dos municípios. Trazer os alunos das escolas rurais. Mas vejo que isso está muito bem construído. Já fizemos um piloto e agora o start”, completou.
MAIS AÇÕES
Além da caravana nas Escolas, o governo continua com a caravana Indígena já em andamento, e se prepara para a caravana nos Hospitais.
“Caravana fará o mesmo cronograma das microregiões. Temos a parte inédita das escolas, a indígena continua e a Caravana em si nunca parou. Tem gente no São Julião operando por catarata pela própria caravana. Nos hospitais a ideia é construir parcerias com hospitais privados e filantrópicos, para dar continuidade nas cirurgias eletivas. Chamar da regulação, levar as pessoas ao hospital e dar sequência. Vários hospitais serão credenciados, alguns a mais do que já tem, para avançar nessa diminuição da fila que são as pessoas que aguardam por cirurgia em Mato grosso do Sul”, concluiu.
