Economia

Capital tem potencial para crescer 66% com ‘vazios’ em polo empresarial

[Via Correio do Estado]

Os projetos empresariais em Campo Grande têm potencial para crescer 66%, por conta dos espaços vazios e propostas sem conclusão que existem no Polo Oeste. São 143 lotes no espaço, mas só 48 de fato estão sendo utilizados por completo.

O levantamento foi feito pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedesc), que começou em fevereiro a realizar ação para tentar impulsionar a instalação de empresas e indústrias na Capital.

Nesse trabalho preliminar, a pasta identificou que no Polo Oeste 64 projetos estão a passos lentos. Neles, mesmo que já houve a doação da área, as construções não avançaram.

O direcionamento do trabalho, por enquanto, não é de fiscalização punitiva a quem não cumpriu o que já foi acordado com a Prefeitura de Campo Grande.

"Fomos conversar com os empresários, saber se eles realmente vão continuar o projeto, se vão retomar? Com isso, já temos vários empresários que têm vontade de retomar. Estamos seguindo para ver se tem mais empresas para poder desenvolver o trabalho”, explicou Luiz Fernando Buanain, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia.

No total, o Polo Oeste tem 146 lotes, mas três deles são de áreas públicas e é a administração municipal quem deve geri-los. A Capital ainda tem os Polos Norte e Sul para promover. Não foram divulgados detalhes do pente-fino que foi feito nessas outras duas áreas.

"A secretaria está avaliando ainda a cadeia produtiva (na cidade) para ver as lacunas existentes e em cima dessas (situações) buscar empresários que queiram investir na Capital", informou nota da Sedesc.

REVERTER

Depois da identificação de quem pretende retomar o projeto nos polos empresariais, os empresários que se negarem deverão retornar as áreas para a prefeitura. A prioridade da Sedesc é que as propostas sejam retomadas. O motivo é que o processo de nova proposta precisa atender a uma burocracia e vai demandar mais tempo para reverter investimentos na cidade.

Cláusula do termo de cessão prevê que há reversão da área caso investimentos não tenham sido feitos.

“Temos um forte trabalho em ajudar, em fomentar as empresas que já estão aqui. Se nós conseguirmos pegar uma empresa que está aqui instalada e fomentá-la, automaticamente eu estou dando mais emprego e renda", explicou o secretário.

"Como exemplo, cito uma empresa do Polo Oeste. Fui lá pessoalmente e eles estão investindo R$ 2,5 milhões em uma esteira para poder escoar o produto deles. Eles estão precisando de uma nova área porque vão aumentar o número de colaboradores, então estamos atento a isso”, citou Luiz Fernando Buanain.

ANÁLISE

O Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon) analisou na sexta-feira (24) a viabilidade da concessão de terras para instalação de empresas em Campo Grande, que somam investimentos de R$ 76 milhões e devem gerar 452 novos empregos.

A votação para decidir as cessões, depois de análise documental e de proposta, ocorre em sessão ordinária marcada para o dia 13 de março. Se aprovados pelo Codecon, processos seguem para a Câmara Municipal, que aprova ou não a concessão dos incentivos por parte do Executivo municipal.

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