Política

Campo Grande esta à beira de epidemia de dengue

[Via Correio do Estado]

A incidência de dengue em Campo Grande esta prestes a atingir as 300 notificações para cada 100 mil habitantes, necessárias para se considerar a ocorrência de uma epidemia e, portanto, ser decretada situação de emergência. Conforme o prefeito, Marcos Trad, até o momento, a incidência é de que 294 notificações para cada 100 mil habitantes. Entre janeiro e fevereiro deste ano, foram cerca de 6 mil notificações contra 2,3 mil em todo ano passado.

Há três anos, foi registrada a última epidemia de dengue na Capital. Na ocasião, só nos primeiros dois meses de 2016, foram 19,3 mil notificações. Nos doze meses, o total foi de 32,9 mil casos. “Todos nós sabemos também, inclusive o ministro da Saúde nos confidenciou no último sábado, que a dengue se espalhou pelo Brasil todo em razão da sua sazonalidade. De dois em dois anos, em razão dos criadouros, esse mosquito tende a vir com mais contundência”, explicou o prefeito na tarde desta segunda-feira.

Conforme o último Leraa (Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti), de novembro do ano passdo, 14 regiões da cidade apresentaram alto índice de infestação do mosquito. Aero Rancho, Moreninhas, Jardim dos Estados, Mata do Jacinto, Estrela do Sul, Maria Aparecida Pedrossian, estavam entre os bairros com grande risco de desenvolvimento de criadouros do inseto.

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, afirma que o contágio mais comum será pela dengue tipo II,  a hemorrágica. Crianças com menos de 10 anos e idosos estão mais suscetíveis.

IMÓVEIS FECHADOS 

De acordo com o prefeito, o principal desafio no combate ao Aedes aegypti é a grande quantidade de imóveis fechados. Neste locais, estão instalados cerca de 90% dos criadouros do mosquito. “Não adianta nada se o vizinho fizer a parte dele. Não tem como os agentes [de Saúde e Combate à Endemias] combaterem se esse imóvel estiver fechado e for de difícil acesso”.

No início do ano, a prefeitura entrou com pedido na Justiça para acessar estes locais. No entanto, mesmo com parecer favorável do Ministério Público Estdual (MPE), a medida não foi autorizada.

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