[Via Correio do Estado]
Problema recorrente, o assoreamento do lago do Parque das Nações indígenas, um dos principais cartões-postais de Campo Grande, aumentou com as chuvas dos últimos dias. A situação assustou e motivou protestos. A lama, formada pelo deposito de sendimentos, serviu como faixa para expressar a indignação dos frequentadores do espaço. A palavra “vergonha”, acompanhada do símbolo #, tem pontencial para viralizar nas redes sociais.
Não só a paisagem é prejudicada pela degradação ambiental, mas também a prática esportiva. O aposentado Maurício Dias, 64 anos, faz parte do grupo de canoagem que utiliza o lago ao menos três vezes por semana para treinar. A prática foi cancelada durante toda a semana passada, marcada por chuvas intensas e alagamentos naquela região “Se tiver mais uma ou duas chuvas fortes o parque será interditado. Além disto, [o lago] corre o risco de desaparecer, porque é muita areia que desce”.
O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fioresi, reuniu-se na semana passada com representantes do governo do Estado, reponsável pelo parque, para debater soluções para o problema. No entanto, ainda não há perspectiva para solucionar o problema. “Toda pavimentação e obras de drenagem que fizemos na região da Vila Nascente, próximo ao parque, vai ajudar a descer menos sedimentos para o lago” explicou.
FREQUENTE
O lago representa o encotro dos córregos Reveilleau, Joaquim Português e Desbarrancado. O assoreamento é resultado do sedimento e areia que descem pelo Reveilleau e pelo Joaquim Português. Confore reportagem publicada pelo Correio do Estado, em dezembro do ano passado, o lago foi desassoreado há alguns anos, mas o trabalho acabou prejudicado pelas constantes intervenções urbanas.
Em 2011, local passou por uma revitalização completa, que precisou ser repetida em 2014. Nas duas ocasiões, a retirada da areia na barragem ao lado do lago principal foi feita com a ajuda de caminhões basculantes, uma retroescavadeira e uma draga – máquina para retirar areia e lodo do fundo dos rios.
As ações do último projeto, que custou cerca de R$ 1,5 milhão, incluíam desassoreamento do lago de contenção, drenagem, reforma do gradeamento, quiosques, banheiros, quadras, rede elétrica e iluminação do parque.