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Agentes do Presídio Federal suspendem escoltas e Força Nacional é acionada

[Via Correio do Estado]

Os agentes penitenciários do Presídio Federal de Campo Grande anunciaram que não farão mais escoltas em horários e dias de folga, além de deixarem de exercer os cargos de “chefia informal”. A “paralisação” do serviço se dá pelos profissionais não recebem por essas ações e cobram por melhorias nas condições de trabalho. Todos os servidores dos quatro estabelecimentos penais do país seguirão essa orientação e o governo diz que a Força Nacional deve ir aos Estados realizar esse serviço.

Conforme noticiou o site UOL, os agentes apresentaram ao governo uma minuta de Medida Provisória para a reestruturação da carreira. A categoria exige "contrapartida financeira" para exercer cargos de "chefia informal" dentro das unidades prisionais que abrigam alguns dos chefes das maiores facções criminosas do país, a exemplo de Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP, ambos líderes do Comando Vermelho.

De acordo com o presidente do sindicato dos agentes federais de execução penal de Mato Grosso do Sul, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) solicitou e as tropas da Força Nacional devem chegar nos próximos dias.

“Há 12 anos reivindicamos o pagamento dessas escoltas que acontecem em dias de folga. Não ocorre em dia de expediente para não prejudicar o funcionamento da unidade e as vezes as escoltas duram mais que um dia. Então sempre ocorrem em dias de folga. Nós não paramos porque não queremos. Não recebemos. Se pagarem, faremos normalmente”, explicou Gentil. Por questão de segurança e constantes ameaças, os agentes não divulgam nome completo.

Ainda conforme Gentil, cerca de 35 homens da Força Nacional devem ir para cada unidade de Presídio Federal do país. “Eles vão solucionar a questão das escoltas, mas das 'chefias informais' não. E aparecerão problemas internos nas unidades, que é onde as chefias atuam”, completou.

Desde o dia 6 desse mês nenhum agente de Campo Grande aceitou mais fazer escolta em dias de folga. “As que foram agendadas antes desta data serão realizadas, de forma que talvez somente mês que vem surtirá efeito a recusa”, concluiu Gentil.

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