Agentes de saúde pedem prefeita se manifeste sobre regulamentação de home office
Projeto foi vetado pela prefeito e veto foi derrubado pela Câmara dos Vereadores
Após a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota), vetar o projeto que permitiria que agentes municipais de saúde fizessem duas horas, das oito que compõem a carga horário, em casa ou de qualquer outro lugar para facilitar a execução do serviço administrativo, a categoria prometeu realizar uma manifestação na próxima quarta-feira (9), caso a Chefe do Executivo não se manifeste sobre a derrubada do veto pela Câmara dos Vereadores.
O projeto prevê dar condições melhores para que agentes de saúde e controle de endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) possam trabalhar, uma vez que eles poderiam realizar a parte de preencher formulários e planilhas, bem como fazer relatórios dos trabalhos de campo em casa ou de outros lugares que tenham computadores e internet disponíveis.
Durante a sessão parlamentar desta terça-feira (1º), o vereador Victor Rocha saiu em defesa dos servidores e explicou que o local de trabalho disponibilizado pelo Sesau não conta com números suficientes de computadores ou com uma velocidade de conexão adequada para que todos trabalhem de forma eficaz no mesmo ambiente.
Dessa forma, os vereadores derrubaram o veto da prefeita e esperam que ela se manifeste ainda esta semana sobre a situação de trabalho dos funcionários da Secretaria. Caso contrário, os trabalhadores estão planejando começar uma mobilização na quarta-feira que vem, dia 09 de novembro.
O parlamentar ainda afirmou que o projeto de lei visa beneficiar e melhorar a produtividade dos servidores.
“Nem todos têm os computadores à disposição deles, às vezes precisam te revezar em um, dois computadores e, às vezes, isso acaba causando um transtorno até para digitação desses dados. E um atraso também.”, frisou o parlamentar.
E completou: “Então eles poderiam fazer home office. É uma opção, a pandemia veio aí e mostrou que é efetivo esse tipo de trabalho e nem sempre as unidades de saúde”, afirmou.
Em condição de anonimato, duas servidores relataram ao Correio do Estado que, além do veto, ainda há a questão do pagamento do adicional de insalubridade que, de acordo com elas, não é pago desde maio deste ano.
“Foi aprovada a lei que obriga o município a repassar o adicional de insalubridade para nós e, desde maio, a prefeita não paga. Esse recurso é distribuído para todos os profissionais e não está repassando pra gente”, afirmou a agente de saúde.
O vereador Marcos Tabosa, que é presidente do Sindicato dos Servidores de Campo Grande (Sisem), também saiu em favor dos trabalhadores, lembrando que a prefeita também não pagou aos servidores os valores correspondentes ao Previne Brasil, programa governamental instituído em 2019.
Sobre esse valor, a funcionária que não quis se identificar disse que esse valor não é repassado há sete anos.
“O Executivo Municipal roubou o dinheiro de vocês. Ela só vai pagar na pressão”, afirmou Tabosa.
Ainda de acordo com o vereador, enquanto os valores não forem pagos, os servidores farão uma manifestação por dia começando em novembro. Dessa forma, o primeiro protesto está marcado para o dia 9 deste mês.
Via Correio do Estado MS
