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Super-penduricalhos do MPE custam até R$ 5 mi por mês aos cofres públicos

Com os nomes de “compensação de plantão” e “cumulação”, os benefícios garantem até R$ 50,1 mil mensais líquidos a alguns membros do MPE

Auxílio-alimentação, transporte, saúde e educação são alguns dos chamados penduricalhos que já são velhos conhecidos de instituições como Poder Judiciário e Ministério Público para engordar os salários e driblar o teto salarial criado pela Constituição, de R$ 41,6 mil. Porém, recentemente o Ministério Público de Mato Grosso do Sul criou o que se pode chamar de super-penduricalhos e que consomem em torno de R$ 5 milhões por mês dos cofres públicos somente com promotores e procuradores da ativa.

Enquanto que o axílio-alimentação garante, em média, “apenas” R$ 3,5 mil no bolso de um  procurador de justiça de Mato Grosso do Sul, a “compensação de plantão” rende até R$ 37.589,95. E, a chamada “cumulação”, outros R$ 12.529,28 para a mesma pessoa, escolhida aleatoriamente no site da instituição.

Juntos, estes dois super-penduricalhos custaram aos cofres, conforme o site do próprio Ministério Público de Mato Grosso do Sul, R$ 5.173.706,14 somente em abril. No mesmo mês, os tradicionais auxílio-alimentação, transporte e assistência médica consumiram, juntos, R$ 2,65 milhões.

E o custo dos super-penduricalhos só não foi maior porque apenas 103 dos 224 membros ativos do MPE foram contemplados com a compensação de plantão, paga pela primeira fez em abril de 2021. Abril de 2023 foi o mês em que esse desembolso bateu recorde, com R$ 2,58 milhões. Em  alguns meses ele tem custo zero, mas é possível observar que existe uma espécie de rodízio entre os membros ativos do MPE.

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