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Com dois policiais em cada escola, instituições de ensino reforçam segurança e propõem reflexão

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Ameaça de massacre nacional em escolas, supostamente prevista para esta quinta-feira (20), mobiliza forças de segurança e secretarias de educação

Pelo menos dois policiais militares estão em frente de cada uma das 348 escolas estaduais espalhadas pelos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, nesta quinta-feira (20), Dia “S” de Segurança.

Ameaça de massacre nacional em escolas, supostamente prevista para esta quinta-feira (20), deixou alunos, pais e professores em alerta e mobilizou forças de segurança e salvamento municipais, estaduais e federais para evitar ataques e massacres em ambientes educacionais.

De acordo com o secretário Executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, um gabinete de gestão de incidentes foi criado para órgãos educacionais compartilharem possíveis avisos de ataques e, a partir disso, forças de segurança e salvamento intervirem rapidamente caso haja situações de risco.

Com isso, Polícia Militar, Polícia Civil, Guardas Civis, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, Conselhos Tutelares, órgãos de Assistência Social, Secretaria de Estado de Educação (SED), Secretaria Municipal de Educação (Semed) e rede particular de ensino estão unidos e empenhados na operação.

O objetivo é garantir segurança aos alunos e professores; proporcionar tranquilidade, calmaria, harmonia no ambiente escolar e impedir ataques.

A superintendente de políticas educacionais, Adriana Buytendorp, reforçou que a escola é um ambiente seguro e que alunos e professores estão protegidos.

“As nossas escolas têm videomonitoramento, travas eletrônicas e botão de alerta. Enfim, ela tem todo um aparato de segurança”, detalhou.

Além disso, Buytendorp afirmou que é momento de reflexão sobre como a escola é um local de aprendizagem e não medo.

“Hoje é um dia de enfrentamento e de reflexão. Enfrentar [os problemas] por meio de uma reflexão. Nossas escolas são seguras e seus filhos estarão aí protegidos. Nossa missão aqui juntamente com a segurança pública é proteger vidas e trazer esse sentimento do ambiente escolar como ambiente seguro”, pontuou.

CÂMERAS

Câmera de segurança é responsável por gravar, filmar e captar imagens de um determinado acontecimento, para transmitir o que acontece em tempo real ou provar algum flagrante.

Implantado em escolas, o dispositivo é um grande aliado para enviar informações à central, por meio de imagens, de alguma situação de roubo, invasão, confrontos e ataque a mão armada.

Cada estabelecimento de ensino tem o “botão do pânico”, que deve ser acionado em casos de emergência, ataques ou conflito. O dispositivo é digital e deve ser baixado no celular.

Quando acionado, uma equipe especializada do COSI é enviada para o local, e, se necessário, viaturas da Polícia Militar (PMMS), Guarda Civil Metropolitana (GCM), Corpo de Bombeiros (CBMMS) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também serão empenhadas para atender a ocorrência.

O “botão do pânico” pode ser acionado por servidores cadastros e o tempo de resposta, até a chegada das forças de segurança e salvamento, é de 6 a 10 minutos.

O Centro Operações de Segurança Integrado (Cosi) é a empresa responsável em fazer o monitoramento de 298 escolas estaduais de MS por meio de 1.800 câmeras de segurança. Cada escola tem, em média, de duas a oito câmeras, instaladas no pátio, corredores e outros pontos estratégicos.

A central do COSI, instalada em Campo Grande, conta com 10 telões que captam imagens de escolas estaduais em tempo real e mapa do Google Maps endereçando aonde encontra-se cada escola. É possível visualizar em Campo Grande imagens em tempo real de uma escola em Três Lagoas.

Bases do COSI estão instaladas em Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, e, nos demais municípios, existem unidades parceiras da empresa de tecnologia, que são responsáveis por realizar a supervisão e monitoramento de escolas.

ATAQUES E ASSASSINATOS

Em 30 de março de 2023, estudante de 16 anos foi esfaqueada na Escola Estadual João Leite de Barros, em Corumbá, município localizado a 416 quilômetros de Campo Grande.

O corte foi no braço e a adolescente teve de levar seis pontos. Ela foi atacada foi outra aluna, que estuda na mesma sala.

Em 5 de abril deste ano, homem de 25 anos invadiu a creche Bom Pastor, em Blumenau (Santa Catarina) e matou quatro crianças a facadas e deixou outras cinco feridas.

Após o crime, o autor se entregou no 10º Batalhão da Polícia Militar, onde foi preso e encaminhado para a Polícia Civil.

Em 27 de março de 2023, um adolescente de 13 anos esfaqueou quatro professores e dois alunos na escola estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, zona sul de São Paulo. A professora Elisabeth Tenreiro, de 71 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Via Correio do Estado MS

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