Dessa forma, em meio a discussões e greves por falta de reajuste dos servidores públicos, o reajuste da prefeita será de 66,77%.
Ainda neste projeto, o salário do vice-prefeito sobe de R$ 15.947,03 para R$ 31.915,80
Já a remuneração dos secretários do primeiro escalão passa de R$ 11.619,70 para R$ 30.142,70.
O subsídio mensal dos dirigentes de autarquias, chamado de segundo escalão, também fica fixado no valor de R$ R$ 30.142,70
Votaram contra os vereadores: Betinho (Republicanos), Beto Avelar (PSD), Coronel Alírio Vilassanti (União Brasil), Edu Miranda (Patriota), João Rocha (PP), Paulo Lans (Patriota), Professor Juari (PSDB), Professor Riverton (PSD), Tiago Vargas (PSD) e Zé da Farmácia (Podemos).
O outro projeto aprovado aumenta o salário da prefeita para R$ 41.845,48 em 2025.
Esta proposta teve votos contrários de Tiago Vargas (PSD) e Zé da Farmácia (Podemos).
Em 2025, Adriane Lopes pode não ser mais prefeita de Campo Grande, caso não concorra ou não seja reeleita, visto que as eleições municipais serão realizadas em 2024.
Nesta proposta, o salário do vice-prefeito sobe para R$ 37.658,61; o dos secretários do primeiro e segudo escalão passa para R$ 35.567,50.
Justificativa
Na justificativa do projeto, o presidente da Câmara Municipal, vereador Carlão, afirma que o último aumento no subsidio do prefeito condizente com a inflação ocorreu em 2012, na administração de Nalsinho Trad (PSD).
“Algumas categorias dos servidores municipais têm amargado em seus vencimentos os efeitos perversos da inflação, que corroeu seu poder aquisitivo nos últimos 8 anos sem o aumento do subsídio do prefeito”, diz o texto
Ainda segundo a justificativa, mesmo em 2012, quando houve o aumentom o subsídio estaria defasado, pois não vinha sendo concedido os reajustes inflacionários.
Em 2012, o reajuste foi 33%, passando de R$ 15.882,00 para R$ 20.412,42.
Segundo a Mesa Diretora, nesta ocasião, ficou faltando uma reposição de 39%, que teria permanecido até 2019, quando houve reajuste de 4,17%, chegando aos R$ 21.263,62 atuais.
Ainda conforme cálculo apresentado na proposição, atualmente a inflação acumulada nos últimos dez anos (2013 a 2022), é de 76,70%, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país.
“O saldo da defasagem inflacionária correspondente ao período de 2004 a 2022, acarretou uma perda do poder aquisitivo no percentual de 39% (2004 a 2012) + 76,70%, % (2013 a 2022) que resulta em 115,70% (soma de todo o período de defasagem salarial)”, diz a proposta.
Desta forma, a Câmara propoe a reposição inflacionária que eleva em quase 100% o salário da prefeita e em mais de 100% as demais remunerações.
A Mesa Diretora justifica também que a correção monetária “nada mais é do que uma operação aritmética, destinada a expressar o mesmo valor da moeda em termos de poder de compra com expressão numérica distinta, o que não empobrece quem paga nem enriquece quem recebe”.
Via Correio do Estado MS