O atendimento em unidades de saúde de Campo Grande retomam o atendimento normalizado nesta terça-feira (28), após o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) barrar a greve de técnicos de enfermagem e enfermeiros servidores da Prefeitura Municipal.
Na UPA da Vila Almeida, servidores afirmaram que o atendimento seguia sem interrupções. Também não havia filas e pacientes aguardando por muito tempo. Na UPA Santa Mônica a equipe de enfermagem garantiu que pacientes estavam sendo atendidos conforme o grau de gravidade. Nesta unidade, a reportagem flagrou a retirada de um cartaz informativo sobre a greve
A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que o expediente retorna sem alteração na escala de atendimento. Com a suspensão da greve na tarde de segunda-feira (27) os plantões noturnos foram mantidos.
A decisão do TJMS determinava a suspensão da paralisação sob pena diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento por parte do sindicato e profissionais. A Prefeitura de Campo Grande pediu multa diária de R$ 200 mil caso o movimento grevista não fosse encerrado. A decisão é do desembargador Paschoal Carmello Leandro.
Entretanto, apenas foi emitido um mandado. O advogado do Sinte-PMCG (Sindicato dos Trabalhadores Públicos em do Município de Campo Grande), Márcio Almeida, informou que uma nota será publicada em breve.
Greve
A categoria deflagrou às 10h de segunda-feira uma greve para exigir do município a negociação com adicional de insalubridade, enquadramento no Plano de Cargos e Carreira da categoria e implementação do piso nacional. O movimento foi aprovado em assembleia do sindicato na semana passada.
Presidente do sindicato, Ângelo Macedo garante que a greve respeita a legislação e apenas 30% dos trabalhadores continuam em atividade, enquanto 70% paralisam.
“O enquadramento na carreira tinha prazo legal já vencido, era para ter ocorrido até 31 de dezembro do ano passado. Isso somado ao desgaste de uma categoria desvalorizada resultou na aprovação do nosso movimento grevista”, relata.
Na semana passada, Adriane disse que a negociação para o reajuste do teto ainda está em andamento e enxerga como um direito da categoria.
“Já houve uma primeira conversa, recepcionamos a comissão no início de janeiro com a Sesau. É um direito dos nossos servidores e vamos buscar o consenso”, afirmou.
Desde 2001, os profissionais da enfermagem tentam reaver o pagamento do adicional de insalubridade. Esta é apenas uma das ações em que os profissionais tentam obter o benefício pago até o fim da década de 1990, quando uma mudança na Constituição Federal tirou o benefício de todos os servidores públicos. Apesar de alguns reveses, a categoria acabou beneficiada com novas mudanças legais e a prefeitura chegou a ser obrigada a retomar o pagamento do adicional.
Via Midiamax