Inaugurado em Campo Grande em 1972, o Sebrae-MS completa, neste ano, 50 anos de história de relacionamento com os comerciantes
A pandemia da Covid-19, além dos problemas à saúde pública, trouxe profundas mudanças em várias áreas e no comportamento das pessoas. Obviamente, o comércio foi afetado e também passou por modificações.
Mesmo com a doença tendo perdido força depois da campanha de vacinação em massa, o jeito de fazer negócios não voltou a ser o mesmo de antes e o “novo normal” veio para ficar.
Para o diretor-superintendente em exercício do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul (Sebrae-MS), Tito Estanqueiro, para o futuro, os empreendedores têm de se ater às necessidades dos clientes, serem inovadores e estarem cada vez mais atentos às tendências de mercado.
“Eu penso que Campo Grande está se posicionando cada vez melhor para esse novo formato que a gente precisa, de pensar sempre o negócio que vá de encontro com a demanda do cliente e que o surpreenda. E aí fica a grande questão: a gente tem empreendedores que querem ousar e fazer diferente? Tendo isso, com certeza, Campo Grande estará no caminho certo para se posicionar e estar aderente às tendências que estão vindo por aí”, afirmou ao Correio do Estado.
As novas tecnologias também são aliadas nesta hora.
“Nesses últimos anos tem havido muitas mudanças nos negócios de uma maneira geral, porque a inovação é um fator decisivo da competitividade dos pequenos negócios. Então, quando a gente olha Campo Grande há 10 anos ou 15 anos, era um tipo de formato de negócio em que a tecnologia praticamente não convivia no dia a dia do empreendedor. Hoje e nos últimos anos, tem havido uma aceleração muito grande do empreendedor usar a tecnologia a seu favor, não apenas pela questão da pandemia, mas pela necessidade, muitas vezes, do controle de mercadorias e de gestão, de poder ir comprar com muito mais critérios”, afirma Estanqueiro.
INFORMAÇÃO
No ano em que Campo Grande comemora seus 123 anos, o Sebrae-MS completa 50 anos de atendimento na cidade.
Para levar essa ferramenta de conhecimento dos comerciantes para mais lugares, principalmente durante esse período, a entidade abriu duas unidades em bairros de Campo Grande onde há grande fluxo de comércio e que estão mais distantes da sede.
“A gente começou a olhar onde tem a maior densidade nos bairros, onde é que tinha um processo de transformação do varejo nos bairros. A gente consegue estar hoje em dois bairros, no Nova Lima e no Parati, na Rua da Divisão. Acho que é uma estratégia que veio para ficar e temos que pensar em como estender isso para outros bairros de Campo Grande”, avalia o diretor.
A unidade do Nova Lima abriu em setembro do ano passado e já fez mais de 3,3 mil atendimentos presenciais, com mais de 3,2 mil empresas visitadas.
Já a unidade do Parati, inaugurada em outubro, já realizou mais de 3,4 mil atendimentos presenciais, com 2,4 mil empresas visitadas.
Via Correio do Estado MS