O que são VPNs, as redes usadas na Rússia para acessar sites banidos
Demanda por redes privadas disparou após governo do país bloquear redes sociais, semanas depois de invadir a Ucrânia
Como esperado por muitos analistas, a invasão da Ucrânia pela Rússia logo se tornou também uma guerra nas fronteiras digitais. Enquanto as bombas caem em cidades e os tanques tentam controlar estradas estratégicas, o presidente Vladimir Putin empreende grandes campanhas para dominar o ambiente virtual na Rússia.
Uma das medidas do governo russo foi banir localmente o Facebook, Instagram e Twitter, acusados de serem “sites extremistas”. Sites de notícias como a BBC e Deutsche Welle foram bloqueados ainda antes, no início de março, enquanto Putin aprovava uma lei que considerava crime se opor publicamente ao conflito ou sequer chamá-lo de guerra — em vez do termo oficial “operação militar especial”.
Como resposta, a demanda por ferramentas capazes de contornar esses bloqueios cresceu enormemente entre a população do país. Um desses recursos são as VPNs (Redes Virtuais Privadas), que estabelecem conexões seguras com criptografia, capazes de burlar a censura virtual, inclusive para conseguir usar sites e redes sociais proibidos.
Segundo dados do AtlasVPN, empresa que oferece conexões VPN, as instalações do app serviço na Rússia cresceram 11.253% desde 11 de março, quando o governo do país anunciou que bloquearia o Instagram. O número foi considerado um recorde histórico e um sinal de que seria cada vez mais difícil fiscalizar a internet.
Mas como uma VPN funciona e como ela ajuda pessoas que convivem com bloqueios na internet?
“Uma VPN é um canal de comunicação seguro que usa a infraestrutura da internet como meio de comunicação. A comunicação é protegida e confidencial porque todas as informações trafegam em formato criptografado”, define o professor Angelo Zanini, coordenador do curso de engenharia de computação do Instituto Mauá de Tecnologia.
Via R7
