Mesmo com liberação, maioria diz que vai continuar usando máscara em Campo Grande
Desobrigação já está em vigor, mas no centro da Capital pouca gente estava sem o item nesta quarta
O uso de máscara não é mais obrigatório em locais abertos ou fechados em Campo Grande, a partir desta terça-feira (22).
As exceções são o transporte coletivo e rodoviário e os ambientes hospitalares e unidades de saúde, onde o equipamento continua sendo exigido.
No entanto, mesmo com a desobrigação, grande parte dos campo-grandenses afirmam que irão continuar usando a máscara como forma de proteção ao Covid-19.
Na manhã desta quarta-feira, o Correio do Estado percorreu o centro de Campo Grande e constatou que a maioria das pessoas que transitavam pelo local continuavam de máscara, mesmo ao ar livre.
A porteira Eliane de Almeida é uma das que não abrirá mão da máscara em ambientes fechados, mas que irá tirar para fazer exercícios físicos em ambientes abertos ou caminhar.
“Vou continuar usando, principalmente a hora que eu entrar no ônibus, para entrar nas lojas, no meu trabalho. Só não vou usar máscara em céu aberto. A Covid ainda não acabou, mas vai da consciência de cada um”, disse.
A dona de casa Noemi Lima da Silva também ressaltou a preocupação com o fato da pandemia não ter acabado para afirmar que continuará de máscara. Ela citou países que retiraram a obrigatoriedade e casos voltaram a aumentar e criticou a decisão do prefeito Marquinhos Trad (PSD).
“Achei péssima a decisão do prefeito porque não poderia ter feito isso, ainda está morrendo gente. Morreu um monte de gente que eu conheço de Covid”, afirmou.
O aposentado Antônio Narciso disse que, na opinião dele, os políticos deveriam ser os primeiros a ficar sem máscara e, se os casos e mortes diminuíssem, abrisse para a população.
“Vou continuar usando máscara. Já estou perto de morrer mas vou continuar usando máscara. Graças a Deus nunca peguei Covid. Não vou usar máscara dentro do carro, dentro de casa, mas caminhando vou usar máscara, em local fechado também vou usar máscara, no mercado, no shopping”, elencou.
A funcionária do comércio Patrícia Rocha também optou por continuar usando máscara, assim como fará com sua filha, de 12 anos.
“Eu achei a decisão do prefeito, que é um pouco de pressão pressão que eles estão tendo. As aulas acabaram de começar, agora que as crianças estão usando máscara, aprendendo a usar, vão tirar? Daqui a pouco vai acabar álcool gel também. O prefeito foi precipitado”, opinou.
Outro lado
Na contramão, há as pessoas que estão aliviadas pela desobrigação do uso e já abriram mão da máscara assim que o decreto entrou em vigor.
Nathaly Molinos é uma delas. Ela afirma que já tomou todas as doses da vacina e sempre se esquecia do item de proteção e viu como acertada a decisão do prefeito.
“Tem muita gente que não usa mais a máscara, a pandemia está amenizando, ninguém aguenta mais usar isso. Já peguei Covid duas vezes, bem no início e no meio.A vacina já ajudou muito, as pessoas podem ficar sem máscara. O prefeito não deixou faltar vacina, quem não tomou foi porque não quis”, disse.
O aposentado Jaime Oliveira também já deixou de usar o equipamento, mas ainda o carrega para casos em que achar necessário uma maior proteção.
“Máscara é algo que me sufoca. Eu sempre esqueço a máscara quando chega em algum lugar. Mas mesmo assim, quando eu puder levar a máscara, lembrar de levar, eu vou usar, porque a pandemia ainda não acabou”, contou.
Bruna Rodrigues também afirmou que era costumeiro esquecer de carregar a máscara e sempre precisar comprar para entrar em estabelecimentos fechados.
“Não vou continuar usando máscara em ambiente fechado. Eu achei boa a decisão do prefeito boa”.
Liberação
A flexibilização foi informada pelo prefeito Marcos Trad (PSD) na tarde desta segunda-feira (21) e foi oficializada em Diário Oficial nesta terça (22).
Conforme o decreto, para desobrigar o uso de máscaras foi levado em consideração o cenário atual da pandemia na Capital, com redução expressiva do número de casos graves, queda na taxa de internação, redução na procura de testes diagnósticos e redução na taxa de ocupação de leitos hospitalares.
Também foi considerada a cobertura vacinal, que atigiu, em 21 de março de 2022, 84,40% da população total com a primeira dose; 73,72% da população com esquema primário completo (duas doses ou dose única) e 38,49% da população com 18 anos ou mais com dose de reforço.
Mesmo não sendo mais obrigatório, o uso de máscara continua recomendado para pessoas com comorbidades, pessoas com sintomas respiratórios e pessoas em instituições de longa permanência de idosos.
A obrigatoriedade foi mantida para ambientes hospitalares e de atendimento à saúde público e privado e no transporte coletivo e rodoviário.
Via Correio do Estado MS
