Voz do MS

Capital

Método Wolbachia contempla 40 bairros de Campo Grande e está presente em 60% dos insetos

jornalismo@vozdoms.com.br

Método reduz em 70% dos casos de dengue, 60% de chikungunya e 40% de Zika

Em quatro fases de implantação, o método Wolbachia está presente em 40 bairros de Campo Grande, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Os bairros contemplados na primeira fase, entre dezembro de 2020 e julho de 2021, são Guanandi, Aero Rancho, Batistão, Centenário, Coophavila II, Tijuca e Lageado.

Os bairros contemplados na segunda fase, entre julho de 2021 a outubro de 2021, são Taquarussú, Jacy, Jockey Club, América, Piratininga, Parati, Pioneiros, Alves Pereira, Centro Oeste e Los Angeles.

Os bairros contemplados na terceira fase, entre outubro de 2021 a março de 2022, são Jardim Veraneio, Carandá Bosque, Vila Carlota, Chácara Cachoeira, Dr. Albuquerque, Estrela Dalva, Jardim Paulista, Maria Aparecida Pedrossian, Noroeste, Rita Vieira, São Lourenço, Tiradentes, TV Morena, Universitário e Vilas Boas.

Os bairros que serão contemplados nesta quarta fase serão Coronel Antonino, José Abrão, Mata do Jacinto, Monte Castelo, Vila Nasser, Novos Estados, Nova Lima e Jardim Seminário. A quarta fase está prevista para acabar em junho de 2022.

A bactéria Wolbachia está presente em 60% dos mosquitos Aedes Aegypti.

A Wolbachia, ao ser inserida ao Aedes Aegypti, impede que haja desenvolvimento de doenças como dengue, zika e chikungunya.

“A bactéria é adicionada ao ovo dele e, quando eclode, já está presente no Aedes, que ao se reproduzir com os mosquitos de campo, cria uma nova geração do Wolbito”, explica o pesquisador Luciano Moreira, líder do método no Brasil.

O método reduz em 70% os casos de dengue, 60% de chikungunya e 40% de zika.

Um Estudo Clínico Randomizado Controlado aponta redução de 77% na incidência de dengue e redução de 86% em hospitalizações em decorrência da doença.

Além de Campo Grande, Niterói (RJ), Petrolina (PE), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ) também adotam o método Wolbachia como estratégia no combate à dengue.

De acordo com dados do boletim epidemiológico da dengue divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mato Grosso do Sul tem 1.596 casos prováveis de dengue, 24 de zika e 59 de chikungunya.

Dengue

A Dengue é uma arbovirose, doença febril aguda que pode evoluir para casos mais graves ou não.

Os sintomas da doença são febre, vômito, manchas avermelhadas no corpo, bem como dores abdominais, nos olhos, de cabeça e nas articulações. A transmissão se dá pela picada do mosquito Aedes Aegypti.

O tratamento da Dengue é sintomático, ou seja, feito para aliviar os sintomas. A hidratação é fundamental. Deve-se ingerir paracetamol ou dipirona em caso de dor.

Zika vírus

O Zika vírus é uma arbovirose que pode evoluir para casos graves, com sérios problemas neurológicos.

Bebês de gestantes infectadas com o Zika vírus podem desenvolver microcefalia, uma anormalidade em fetos e recém-nascidos, incluindo malformações congênitas.

Os sintomas da Zika são febre, dores de cabeça e nas articulações, olhos vermelhos e exantema pruriginoso. A transmissão se dá pela picada do mosquito Aedes Aegypti.

O tratamento da Zika é sintomático, ou seja, feito para aliviar os sintomas. Recomenda-se repouso, ingestão de líquidos, uso de paracetamol ou dipirona em caso de dor.

Gestantes com suspeita de Zika devem ser acompanhadas conforme protocolos vigentes para o pré-natal.

Chikungunya

A Chikungunya é uma arbovirose e pode evoluir em três fases: febril ou aguda, pós-aguda e crônica.

A fase aguda da doença tem duração de 5 a 14 dias. A fase pós-aguda tem duração de até 3 meses. Se os sintomas persistirem por mais de 3 meses após o início da doença, considera-se fase crônica.

Os sintomas da Chikungunya são febre, dor de cabeça e dores nas articulações. A transmissão se dá pela picada do mosquito Aedes Aegypti.

O tratamento da Chikungunya é sintomático, ou seja, feito para aliviar os sintomas. Recomenda-se ingestão de líquidos, de paracetamol ou dipirona em caso de dor.

Os anti-inflamatórios não esteroides e corticosteróides não devem ser utilizados na fase aguda da doença. O ácido acetilsalicílico também é contraindicado na fase aguda.

A enfermeira Nivea Lorena afirma que o tratamento da Dengue, Zika e Chikungunya é feito com medicamentos que aliviam sintomas, como analgésicos.

É recomendado que o paciente beba líquidos. O tratamento é realizado com líquidos intravenosos em hospitais.

O objetivo é amenizar dores e repor hidratação e fluídos perdidos durante vômito, sudorese ou sangramento.

Os bairros contemplados são

  • Coronel Antonino
  • José Abrão
  • Mata do Jacinto
  • Monte Castelo
  • Vila Nasser
  • Novos Estados
  • Nova Lima
  • Jardim Seminário
  • Guanandi
  • Aero Rancho
  • Batistão
  • Centenário
  • Coophavila II
  • Tijuca
  • Lageado
  • Taquarussú
  • Jacy
  • Jockey Club
  • América
  • Piratininga
  • Parati
  • Pioneiros
  • Alves Pereira
  • Centro Oeste
  • Los Angeles
  • Jardim Veraneio
  • Carandá Bosque
  • Vila Carlota
  • Chácara Cachoeira
  • Dr. Albuquerque
  • Estrela Dalva
  • Jardim Paulista
  • Maria Aparecida Pedrossian
  • Noroeste
  • Rita Vieira
  • São Lourenço
  • Tiradentes
  • TV Morena
  • Universitário
  • Vilas Boas

Via Correio do Estado MS

Comentários

Últimas notícias