Comitê Cívico de Puerto Quijarro fechou acesso ao Brasil nesta sexta, por 24 horas
Deliberação dada a partir do Comitê Cívico Pró Santa Cruz para demais comitês do departamento crucenho ocasionou o fechamento da fronteira da Bolívia com o Brasil em Puerto Quijarro, próximo a Corumbá.
A manifestação começou nas primeiras horas desta sexta-feira (4) e vai durar 24h neste momento.
A definição que ocorreria o protesto, chamado de paro, foi sacramentada na quinta-feira (3), mas era um assunto discutido desde o começo da semana.
Nessa região de fronteira, o impacto desse tipo de protesto atinge um fluxo de veículos pequenos, além da importação e exportação.
Só em carros, a estimativa é que cerca de 1 mil cruzam a região diariamente, principalmente por conta do comércio transnacional que existe entre Puerto Suárez, Puerto Quijarro, Corumbá e Ladário.
Em termos de caminhões, a média é de 300 veículos pesados por dia, porém esse setor já vem sendo afetado pela operação-padrão da Receita Federal, que ocorre desde final de dezembro de 2021.
Essa operação está atrasando a liberação de importação e exportação em cerca de 15 dias.
Em períodos normais, o desembaraço das cargas dura até dois dias, mas a espera atualmente é de duas semanas, formando filha de centenas de caminhões no pátio do Porto Seco de Corumbá, bem como do lado boliviano.
Com essa paralisação de 24 horas na sexta-feira, esse cenário de importação e exportação ganha uma nova repercussão.
Os caminhões que estão chegando na região de Corumbá e Puerto Quijarro neste dia 4 terão de aguardar três dias a mais para darem entrada na solicitação de atravessar a fronteira, ampliando o prazo de entrega das cargas.
A manifestação ocorre porque os comitês cívicos do Departamento de Santa Cruz alegam que o governo federal boliviano está perseguindo opositores.
Os comitês são instituições políticas na Bolívia que reúnem setores da sociedade civil e há eleição para escolher os presidentes desses órgãos.
Em documento do Comitê Cívico Pró-Santa Cruz, os órgãos solicitam que haja uma atualização do sistema do judiciário na Bolívia.
O paro começou a ser discutido em fevereiro em assembleia realizada no dia 23 do mês passado deliberou sobre o protesto.
Participaram desse encontro líderes cívicos, de grêmios, médicos, transportadoras, empresários.
Os manifestantes criticam processos judiciais que a ex-presidente Jeanine Áñez responde, além do presidente do Comitê Pro Santa Cruz, Rómulo Calvo.
Jeanine é apontada por atuar em ação que derrubou o ex-presidente Evo Morales.
O atual governo boliviano, do presidente Luís Arce, é do partido MAS, que Evo é filiado.
Via Correio do Estado MS