Sem distanciamento no retorno presencial, recreio anima estudantes
Aulas retornaram nesta quinta-feira nas escolas das redes municipal e estadual
Após dois anos de pandemia e aulas remotas ou ensino híbrido, as redes municipal e estadual de ensino retornaram 100% presencialmente nesta quinta-feira (3).
Em Campo Grande, a secretária municipal de Educação, Elza Fernandes, explicou que muitos protocolos de biossegurança já não são mais adotados, entre eles o distanciamento social.
“Hoje nós não temos mais essa exigência do distanciamento, então devido à isso estamos voltando 100% presencial, porque como voltamos no segundo semestre com o distanciamento, nós não teríamos condições de fazer 100%, então hoje não exige mais o distanciamento”, explicou.
Também não há mais a obrigatoriedade da aferição de temperatura na entrada, mas a medida fica a critério de cada direção escolar.
Sem a exigência do distanciamento, estudantes ouvidos pelo Correio do Estado comemoraram o retorno do recreio.
Com as aulas híbridas, mesmo os alunos que compareciam presencialmente não tinham o intervalo normal para interagir com os colegas. A merenda era entregue em sala.
Marcus Vinícius, 9 anos, está no 4 ano do ensino fundamental e disse estar feliz em rever os colegas e voltar a rotina, que foi interrompida em 2020.
“O que eu mais quero é ter recreio de verdade porque o recreio era só pegar a comida e voltar para a sala. Antigamente a gente podia correr, brincar, e o recreio também era meia hora então era bem legal”, disse.
Ele disse ainda que está muito feliz em retornar à escola.
Em Campo Grande, retornaram hoje 109 mil alunos, de 94 escolas de ensino fundamental e escolas de educação infantil (Emeis).
Foco no conteúdo
Conforme a secretária de Educação de Campo Grande, com o retorno 100% presencial, será feita uma avaliação diagnóstica para avaliar os alunos e traçar estratégias.
O posicionamento da Secretaria de Educação não é trabalhar conteúdos novos, mas focar na defasagem do aluno, que teve o aprendizado prejudicado devido ao período de ensino remoto, principalmente quanto a leitura e escrita.
“Estamos nos organizando para iniciar o reforço e provavelmente começará no início de abril. O período de atraso vai ter uma reposição de atividades complementares, que os alunos levaram para casa”, disse Elza Fernandes.
Durante o período remoto, houve muita evasão escolar e o Município faz a busca ativa para que estes estudantes retornem à escola.
“Aqueles alunos que não têm contato com a escola ou que não retornar de forma presencial e está feito a matrícula, será encaminhado para o Conselho Tutelar. Porém, o aluno que o pai não procurou a unidade e não fez a matrícula, não tem como a escola ir buscar”, explicou a secretária.
Protocolos
Apesar de não haver mais o distanciamento de 1,5 metro, as escolas mantêm algumas medidas, como o uso obrigatório de máscaras.
“Nós já estamos trabalhando essa questão dos protocolos desde 2020, quando começou a pandemia”, disse Elza.
Ela explicou que haverá orientação para que as crianças evitem tirar a máscara durante a permanência no ambiente escolar.
“Cada unidade escolar fará a primeira reunião com os pais , passando toda essa orientação. Algumas unidades já organizaram uma cartilha, um informativo para os pais e esse cuidado terá que ser diário. As vezes até o adulto tira a máscara, e alguém tem que pedir para ele colocar, imagina as crianças. O monitor que ver o aluno sem máscara ,vai pedir para colocar. Aqui não entra sem máscara”, afirmou.
Caso o estudante teste positivo para a Covid-19 ou apresente qualquer sintoma, ele deverá ficar em casa, mas levará atividades que deverão ser feitas remotamente.
A principal orientação é que os pais levem os filhos para vacinar.
A apenas 41,93% das crianças de 5 a 11 anos devem retornar às escolas vacinadas com a primeira dose contra a Covid-19.
“Já iniciamos a vacinação nas escolas, porém antes do início das aulas. Agora retornando vamos dar continuidade”, concluiu a secretária.
Via Correio do Estado MS
