Solicitação ao Procon foi feita pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande, que pede a revisão das cobranças.
Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS) alertou que vai autuar a Flexpark, empresa responsável pela cobrança por vagas de estacionamento no cento da cidade.
De acordo com o responsável pelo Procon-MS, Marcelo Salomão, as cobranças realizadas pela empresa na extensão da rua 14 de julho, feitas via QR Colde, são não somente inadequadas, como inacessíveis para alguns consumidores.
“Já que em alguns pontos do centro da cidade a Flexpark mudou a forma de cobrança, que acontece através do aplicativo, não tem mais o custo pelo chaveiro”.
“Agora com a reforma do Reviva Centro, foi instalado essa cobrança por aplicativo e nós entendemos que isso reduziu o custo da concessionária drasticamente, já que não vende mais chaveiro”, disse à equipe de reportagem do Correio do Estado.
“Além disso, tem idosos que não possuem aparelho celular de alta tecnologia para baixar aplicativo, e nem sempre eles sabem mexer, o que faz do serviço um tanto inacessível”, relatou.
Há dois anos, a Superintendência também proclamou que as taxas fossem vetadas aos sábados, foi quando a população que frequentava as ruas da capital ficaram isentas do tributo. No entanto, a media não vale mais.
O pedido de providências legais ao Procon, foi emitido pela (CDL) Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande, a qual, encaminhou ao órgão, um ofício solicitando medidas, quanto a atuação da empresa, em relação as cobranças e valores que vêm sendo aplicados.
Conforme o presidente da CDL CG, Adelaido Vila, as reclamações dos usuários são diversas. “Precisamos que haja total transparência do serviço prestado por esta empresa e que valores, cobranças e a obrigatoriedade do aplicativo sejam revistos” defendeu.
Dentro disso, a CDL alertou que vários pontos devem ser revisados, como: a cobrança aos sábados em locais como a Rua 14 de julho; valores cobrados; cobranças; quais são os benefícios aos pagantes e a ausência total de funcionários para orientação e cobrança.
Motivo que também foi reforçado por Salomão, que fez questão de lembrar a precariedade no atendimento, tendo em vista que a cada uma quadra, se encontra apenas um colaborador da empresa para prestar apoio, segundo relatório do superintendente.
Marcelo enfatizou ainda, que na próxima semana já deve encabeçar uma rogativa ao (MP-MS) Ministério Público, para que a empresa deixe de cobrar a tarifa, de modo haja um equilíbrio financeiro na economia local.
“Da outra vez, tivemos uma ação e pedimos suspensão aos sábados e o prefeito atendeu. Depois a flexpark entrou com uma ação que autorizou a cobrança, mas agora vamos entrar novamente”, afirmou.
Via Correio do Estado
