Saúde orienta isolamento social a quem retorna de locais com variante delta em circulação
Vigilãncia ativa tem como objetivo barrar a entrada da variante delta em Mato Grosso do Sul
A gerente técnica de Influenza e Doenças Respiratórias da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Livia de Mello Almeida Maziero, orienta que pessoas que viajaram para locais onde há a variante delta em circulação devam permanecer em isolamento social por 10 dias, a contar da data de chegada.
O serviço de saúde cada município é responsável por monitorar o estado de saúde do viajante.
O objetivo é promover uma vigilância ativa que impede que a variante delta entre e se espalhe pelo estado de Mato Grosso do Sul.
“Se ela apresentar sintomas, a gente [vai] proporcionar o diagnóstico rápido e oportuno, essa pessoa vai ter o sequenciamento do seu exame para saber se é a variante delta”, afirmou.
“Se a gente não isolar esses casos provenientes de locais onde já há casos da delta, infelizmente vamos ter uma circulação comunitária da variante do vírus aqui”, acrescentou.
Mato Grosso do Sul não tem nenhum caso confirmado da variante delta. Porém, a doença atinge estados vizinhos como Paraná, São Paulo, Goiás e Mato Grosso.
Lívia afirma que é provável que a variante delta atinja Mato Grosso do Sul em algum momento.
“Não temos como bloquear o acesso das pessoas. As pessoas se deslocam, viajam e tem contato e em algum momento vamos detectar e vamos ter a variante aqui”.
Além disso, ressalta que as medidas preventivas são essenciais para barrar o avanço das mutações do vírus da Covid-19.
“Não é porque você tomou vacina que você não precisa mais da máscara. Infelizmente ainda precisamos sim nos preocupar, as mutações e as novas variantes estão aí para nos preocupar”.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (30) por meio de live transmitida em uma rede social.
Variante delta
A variante delta ou indiana (B.1.671.2) foi detectada em meados de maio no estado do Maranhão pela primeira vez no país.
A secretária adjunta de saúde, Christinne Maymone, diz que estudos demonstram que a cepa indiana é mais transmissível do que as variantes alfa e gama.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cepa indiana é mais transmissível do que o vírus original e a classifica como uma preocupação global.
De acordo com Lívia, a cepa está em circulação comunitária em nove estados do Brasil.
Os sintomas mais comuns da variante delta são semelhantes de uma gripe comum: dor de cabeça, dor de garganta, febre, coriza e tosse.
Via Correio do Estado
