O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho ficou 0,13 ponto percentual acima da taxa de junho
A alta da gasolina e da energia fizeram com que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho em Campo Grande ficasse em 0,79%.
O número representa 0,13 ponto percentual acima do que foi registrado em junho (0,66%).
Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice acumula alta de 5,41% no ano e, em 12 meses, de 11,43%.
Dos nove grupos de produtos e serviços, sete tiveram alta de preços no mês passado.
Os maiores impactos encontrados foram nos grupos de Alimentação e Bebidas, e Habitação (0,28 p.p.), com 1,32% e 1,87%, respectivamente.
A alta do setor de Habitação foi pressionado pela alta da energia elétrica (3,85%), que acelerou em relação ao mês de junho (2,68%).
O valor do gás de cozinha também subiu 4,06%.
Em Alimentação e Bebidas, a alimentação no domicílio passou de 0,91% em junho para 1,32% em julho, devido às altas do tomate (7,81%), das frutas (4,73%), das carnes (2,64%) e do frango em pedaços (2,22%).
Em seguida, está Transportes com 1,17%, tendo impacto de 0,26 p.p. Neste setor, o efeito positivo partiu da gasolina, com elevação de 1,31% (0,11p.p).
O combustível acumula 25,59% de aumento em 2021, e 41,35% em 12 meses.
Além disso, Comunicação teve alta de 0,19%; Despesas Pessoais (0,17%) e Artigos de Residência (0,13%).
Em se tratando das quedas, os grupos de Saúde e Cuidados Pessoais tiveram retração de 0,64% e Educação de 0,09%.
A redução dos preços dos planos de saúde (1,12%) fez com que o grupo Saúde e Cuidados Pessoais tivesse queda.
Em julho, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou um reajuste negativo de 8,19% devido a diminuição da utilização de serviços de saúde suplementar durante a pandemia.
Brasil
No País, o IPCA subiu para 0,96% em julho, também puxado pelos reajustes da energia elétrica.
A inflação do mês passado registrou o maior resultado para o mês desde 2002 (1,19%).
Com isso, acumula alta de 4,76% no ano e de 8,99% nos últimos 12 meses.
Se comparar no ano mesmo período do ano passado, a taxa mensal foi de 0,36%.
Via Correio do Estado