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Aquário do Pantanal ficará pronto apenas no primeiro semestre de 2022, diz secretário

Faltando duas licitações para a conclusão da obra, investimento já consumiu mais de R$ 250 milhões dos cofres do governo do Estado

Em obras há 10 anos, as obras do Centro de Pesquisa e Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira, mais conhecido como Aquário do Pantanal, devem ser concluídas apenas no primeiro semestre do ano que vem.

Durante o evento com o presidente Bolsonaro (sem partido) nesta sexta-feira (14), o secretário estadual de Infraestrutura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, disse que as obras do Aquário Pantanal devem ser concluídas apenas no primeiro semestre do ano que vem.

“Estamos lidando com uma licitação mais complicada que é a de suporte à vida, eu acho difícil terminar neste ano. Acredito que entre março e abril do ano que vem a obra será concluída, iremos trabalhar para isso”, afirmou o secretário.

O Aquário do Pantanal foi criado em 2011, com o intuito de ser o maior aquário de água doce do mundo e a maior construção turística de Campo Grande.

No início do ano, o então vice-governador, Murilo Zauith (DEM), afirmou ao Correio do Estado que as obras do Aquário do Pantanal seriam finalizadas até o fim deste ano.

Ao todo, a intervenção vem sendo executada há quase dez anos (seu início foi em 2011) e já consumiu mais de R$ 250 milhões dos cofres do governo do Estado, ainda que a previsão inicial de investimento fosse de R$ 84.749.754,23.

LICITAÇÕES

Todas as 12 licitações previstas para conclusão das obras do Aquário do Pantanal já foram lançadas, sendo apenas duas concluídas: a Substituição dos Vidros e a Cobertura Metálica.

De acordo com o planejamento da obra, a instalação do Revestimento Composto (Monocapa) está perto de ser finalizada.

Em fase de execução estão os serviços de Impermeabilização e Cenografia dos Tanques, Programa de Condições e Meio de Trabalho (PCMAT), Climatização e Estrutura Metálica (Passarela).

Ainda em fase de licitação estão três frentes: Civil e Automação e o Sistema de Suporte à Vida (SSV) que terminou deserto por três vezes e deve ser reaberto para propostas.

HISTÓRICO 

A obra foi iniciada em 2011 e paralisada quatro anos depois, sofrendo desgaste em decorrência do tempo e do abandono.

O centro de pesquisa, quando pronto, contará com 32 tanques (24 internos e oito externos) da ictiofauna pantaneira (peixes e répteis), mais de 5,4 milhões de litros de água e um sistema de suporte à vida com condições reais do habitat.

O objetivo é fazer do espaço um centro de referência em pesquisas e, para isso, o empreendimento também terá museu interativo, biblioteca, auditório com capacidade para 250 pessoas, sala de exposição e laboratórios de pesquisa para estudantes, cientistas e pesquisadores.

Instalado em uma área de quase 22 mil m², no Parque das Nações Indígenas, o Centro contará com 32 tanques (24 internos e oito externos) da ictiofauna pantaneira (peixes e répteis), mais de 5,4 milhões de litros de água e um sistema de suporte à vida com condições reais do habitat.

Orçada inicialmente em R$ 84.749.754,23, a obra inacabada já consumiu mais de R$ 240 milhões do cofre do governo do Estado.

Via Correio do Estado

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