Segundo a prefeitura da Capital, requalificação das ruas da região está prevista para começar em abril e antecede a revitalização do prédio
As obras de revitalização da antiga rodoviária só devem começar no segundo semestre, mas a requalificação das ruas no entorno do prédio está prevista para iniciar em abril.
Segundo a chefe da Coordenadoria Especial da Central de Projetos da Prefeitura de Campo Grande, Catiana Sabadin, o processo licitatório já foi concluído e a empresa vencedora deve assinar o contrato nos próximos dias.
Catiana não quis revelar o nome da empreiteira que tocará o projeto e explica que o processo requer sigilo até a formalização.
As intervenções serão realizadas com a segunda etapa do Reviva Centro, de modo que as vias no entorno da antiga rodoviária, entre elas Joaquim Nabuco, Vasconcelos Fernandes, Barão do Rio Branco e Dom Aquino, serão interligadas àquelas que passam pelo “coração” da cidade, compreendendo um espaço de aproximadamente 80 quadras.
“Como desta vez é uma área maior, ainda não definimos por onde a requalificação começará”, afirmou Catiana em entrevista ao Correio do Estado.
EMBLEMÁTICO
Já o prédio da antiga rodoviária em si deve levar um pouco mais de tempo até receber uma “cara nova”, diz a chefe da Coordenadoria Especial. Os projetos de engenharia foram concluídos em dezembro do ano passado e repassados para análise da Caixa Econômica Federal, que será a responsável pela liberação dos recursos para a execução.
Segundo Catiana, o banco fez algumas observações na planilha de custos, que atualmente passa por um ajuste. Assim que a versão final for aprovada, o município vai lançar o edital de licitação do empreendimento. Levando em consideração o tempo padrão que um processo desse porte demora para tramitar, a reforma está prevista para começar no segundo semestre.
“Por enquanto, o andamento está dentro do prazo que previmos em nosso planejamento”, disse Catiana à equipe de reportagem.
DESTINO E VALORES
Várias foram as ideias e sugestões de como ocupar o prédio da antiga rodoviária, desde shopping até sede de universidade pública. Contudo, a prefeitura bateu o martelo e revelou em 2019 que o local será transformado em sede de várias repartições públicas, oferecendo diversos tipos de
serviços à população.
Haverá espaço para a Guarda Municipal, para a Central do IPTU, para o setor de posturas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) e para a área de atendimento aos mutuários da Agência Municipal de Habitação e aos beneficiários dos programas sociais gerenciados pela Secretaria Municipal de Assistência Social.
A estrutura, que ficará sob responsabilidade da administração pública, tem 4,5 mil metros quadrados. Outros 24 mil metros quadrados compreendem 240 lojas, que pertencem a 90 donos diferentes. Estes espaços poderão reabrir quando a reforma for concluída. O projeto de revitalização da antiga rodoviária receberá recursos do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID) e custará R$ 15,6 milhões.
HISTÓRIA
O terminal rodoviário Heitor Eduardo Laburu foi inaugurado em outubro de 1976, servindo como ponto de embarque para destinos interurbanos e interestaduais. Além das lojas, contava ainda com cinema.
O prédio, porém, aos poucos foi ficando obsoleto. Em 2010, a Prefeitura de Campo Grande inaugurou um terminal novo, bem mais moderno, na saída para São Paulo.
Com o passar do tempo, até mesmo os ônibus do transporte coletivo que faziam transbordo no local tiveram as suas rotas alteradas, deixando a antiga rodoviária em uma situação de abandono.
Usuários de drogas começaram a tomar conta do espaço, que chegou a ser interditado por desrespeitar as normas de segurança contra incêndio e pânico.
Via Correio do Estado