Capital

Prefeitura “expulsa” moradores de rua e constrói muro debaixo de viaduto

[Via Campo Grande News]

Equipes da Prefeitura de Campo Grande chegaram cedo ao cruzamento das avenidas Ernesto Geisel e Manoel da Costa Lima para fazer a limpeza das margens do Rio Anhanduí, debaixo do viaduto, onde também vivem moradores de rua, a maior parte deles usuários de drogas. A presença dos homens com enxadas e equipamentos para recolher o lixo espantou quem se abriga no local.

Aos moradores, equipe da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) ofereceu transporte até o Cetremi (Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante e População). Segundo depoimentos de quem presenciou a ação de um dos lados do rio, mas vive em barracos construídos na margem contrária, os pertences de quem aceitou a remoção foram colocados em caminhão.

Em seguida, além da limpeza, trabalhadores começaram a abrir valeta com o intuito de construir um muro debaixo do viaduto. O objetivo, segundo o próprio secretário municipal de Infraestrutura, Rudi Fiorese, é evitar que a área volte a ser acampamento.

“Vamos fechar para eles não consigam mais ter acesso ali embaixo. É uma questão de segurança, quando chove a água sobe muito rápido, pode haver afogamentos. Eles também têm o costume de fazer fogueiras. Se perdem o controle do fogo, pode haver danos a estrutura da ponta”, justificou o secretário.

Em equipe da Guarda Municipal também foi enviada para garantir a segurança dos trabalhadores.

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Resistência – Ana Lúcia Fernandes, de 36 anos, conta que mora há 3 anos no local com o companheiro Willian Pereira Barbosa, de 35. Segundo ela, na semana passada equipe da prefeitura foi até lá e informou que os moradores teriam o prazo de uma semana para deixar a área. “Falaram que a ponte estava trincada e que fariam a manutenção”, conta.

O casal conta que perdeu o abrigo que havia construído. “O que levaram eram nossos móveis, estavam velhos, mas eram tudo o que a gente tinha. Os cobertores eram as paredes da nossa casa. Levaram tudo”.

Rudi Fiorese nega que estrutura já esteja comprometida. “Na verdade a gente quer antecipar, evitar que venha acontecer e o risco a vida deles”. Sobre a remoção dos moradores, ele afirma que somente a SAS pode responder.

Ana Lúcia afirma que apesar da dependência químicas, todos que mora debaixo do viaduto “são trabalhadores” e que “ladrões não são aceitos”. O casal fez dezenas de bilhetes e começou a entregar para motoristas que no semáforo pedindo doações para reconstrução do barraco.

Nelson Odair Mendonça de Oliveira, 43 anos, diz que já completou uma década no local, onde moravam até hoje cedo pelo menos 40 pessoas. Ele vive na margem do rio onde ainda não houve a remoção, mas diz que se negará a sair, porque já viveu no Cetremi, mas alega ter sido muito maltratado. “Vamos resistir. Se tirar a gente daqui, vamos para onde?”, questiona.

Ele explica que a comunidade já se acostumou com a presença dos moradores no local. “A gente pega água no posto [de combustíveis], as igrejas fazem doação, trazem comida. A gente se vira aqui”.

O Campo Grande News fez contato com a prefeitura por meio da assessoria de imprensa para ter mais detalhes sobre o encaminhamento dos moradores de rua, mas até o fechamento da matéria não recebeu retorno.

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