Política

Casal Olarte consegue liberdade e será monitorado por tornozeleira

Casal Olarte consegue liberdade e  será monitorado por tornozeleira

Presos desde o dia 15 de agosto, Gilmar e Andreia Olarte devem deixar o presídio ainda na tarde de hoje. O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, concedeu liberdade ao casal mediante pagamento de fiança no valor de 17 salários mínimos, o que totaliza quase R$ 15 mil para cada. Os dois deverão permanecer em prisão domiciliar e serão monitorados por tornozeleiras.

Além das tornozeleiras, os dois devem seguir algumas normas, como, por exemplo, comparecer uma vez ao mês na Justiça para comprovar as atividades, não podem sair de Campo Grande nem do país sem autorização da Justiça, deverão entregar passaporte no prazo de 24 horas, e não manter contato com outros denunciados ou testemunhas do processo.

De segunda a sexta-feira, os dois devem estar em casa das 20h às 6h, ou seja, ao anoitecer e amanhecer devem voltar para casa. Aos sábados, domingos e feriados o casal está proibido de sair da residência.

Conforme a análise do juiz, as prisões de Gilmar e a esposa não são mais necessárias porque a denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) já foi encaminhada à Justiça, a investigação já foi encerrada e Olarte já renunciou o cargo de vice-prefeito da Capital.

Conforme o advogado do casal, Jail Azambuja, os dois devem ser postos em liberdade até o final desta tarde. “Estamos juntando o dinheiro e até o final da tarde eles devem deixar o presídio", disse.

ENTENDA O CASO

Gilmar e Andréia Olarte foram presos no dia 15, em razão da Operação Pecúnia, deflagrada pelo Gaeco. O órgão, braço do Ministério Público, apura lavagem de dinheiro obtido supostamente por meio de corrupção, na época em que ele era prefeito e Andréia, primeira-dama.

Olarte já responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Adna, deflagrada em 2014, e por associação criminosa e corrupção ativa no processo resultante da Coffee Break, ambas também comandadas pelo Gaeco.

Via: Correio do Estado

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